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Capital

Na reforma da previdência, policiais civis defendem regras diferenciadas

Por Paulo Nonato de Souza | 15/12/2016 12:17
Dirigentes do Sinpol vão às delegacias falar sobre a nova postura do governo (Foto: Gustavo Monge)
Dirigentes do Sinpol vão às delegacias falar sobre a nova postura do governo (Foto: Gustavo Monge)

A paralisação das atividades dos policiais civis de Mato Grosso do Sul, que estava prevista para esta quinta-feira, em repúdio contra a Proposta de Emenda à Constituição, a PEC 278/16, que institui a Reforma da Previdência Social e cria a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria, está temporariamente suspensa, anunciou há pouco o Sinpol/MS (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul).

Em entrevista ao Campo Grande News, por telefone, o assessor de imprensa do Sinpol, Gustavo Monge, disse que a categoria decidiu suspender o movimento depois que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, em reunião com o presidente da COBRACOL (Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis), Janio Gandra, ontem à noite, em Brasília, sinalizou no sentido de retirar a Polícia Civil da PEC 287 e negociar a reforma da previdência para os policias civis de forma separada.

“Queremos um tratamento diferenciado, da mesma forma que a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e as Forças Armadas, que vão ter suas respectivas situações discutidas de forma separada. Cada categoria tem a sua particularidade”, comentou Gustavo Monge.

Segundo ele, com a sinalização do ministro da Justiça no sentido de atender a categoria, o movimento de paralisação que aconteceria hoje ficou resumido a reuniões do president do Sinpol-MS, Geancarlo Miranda, e dos diretores Jaime Martinelli e Amaury Pontes nas delegacias de Campo Grande para informar sobre a mudança de postura do Governo Federal.

“Houve uma suspensão, mas, caso o governo não atenda de fato as nossas reivindicações, essa paralisação irá acontecer não apenas em Mato Grosso do Sul, mas em todo o Brasil”, afirmou Gustavo Monte.

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