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Capital

“Não tem terra arrasada”, diz novo secretário da Fazenda sobre contas da Capital

Isaac Araújo afirma que organização do sistema é prioridade antes de novos gastos

Por Ângela Kempfer e Kamila Alcântara | 08/01/2026 16:46
“Não tem terra arrasada”, diz novo secretário da Fazenda sobre contas da Capital
Isaac assina termo de posse ao lado da prefeita Adriane Lopes (Foto: Juliano Almeida)

A prefeita Adriane Lopes (PP) deu posse nesta quinta-feira (8) ao novo secretário municipal de Fazenda de Campo Grande, Isaac José de Araújo. Até então interino, ele assume oficialmente a pasta no lugar de Márcia Hokama, que pediu exoneração.

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O novo secretário municipal de Fazenda de Campo Grande, Isaac José de Araújo, tomou posse nesta quinta-feira (8), substituindo Márcia Hokama. Durante a cerimônia, a prefeita Adriane Lopes destacou que a mudança integra um processo de reorganização administrativa visando melhorias na gestão pública. Araújo negou existência de "terra arrasada" nas contas municipais, mas reconheceu desafios fiscais. O secretário mencionou a adesão de Campo Grande ao Plano de Equilíbrio Fiscal junto ao Tesouro Nacional e destacou a necessidade de reduzir despesas e aumentar receitas para manter os compromissos em dia.

Durante a cerimônia, Adriane afirmou que a mudança faz parte de um processo de reorganização da administração e de busca por melhorias na gestão pública. Segundo ela, o Município tem trabalhado com base em dados e em experiências de outras cidades.

“A gente está buscando as melhorias necessárias, com levantamento de dados, buscando no país o que tem de melhor na saúde pública”, afirmou a prefeita, ao destacar que Isaac já acumulava experiência na gestão. “Já teve dois anos e três meses de experiência”, completou.

Ao falar sobre as expectativas com a nova fase da pasta, Adriane ressaltou que a organização interna é fundamental para garantir resultados concretos à população. “Se você não tem uma atenção primária que esteja respondendo, dando acesso aos pacientes, vai lotar o UPA”, disse, ao defender planejamento e eficiência no uso dos recursos públicos.

Já Isaac José de Araujo contextualizou o cenário fiscal enfrentado pelo Município, após a saída de Márcia Hokama e negou qualquer diagnóstico de colapso. “Não tem terra arrasada. Nós temos dificuldades, como todos os municípios do Brasil, mas estamos buscando equilíbrio e respostas”, declarou.

Ele lembrou que, em 2025, Campo Grande aderiu ao Plano de Equilíbrio Fiscal, junto à Secretaria do Tesouro Nacional, o que impõe limites à gestão.

“Os desafios são gigantes. Nós aderimos ao Plano de Equilíbrio Fiscal e estamos equalizando as nossas despesas. Precisamos diminuir despesas, aumentar receitas, para que possamos buscar o equilíbrio fiscal e saudar os compromissos em dia”, afirmou.

Questionado sobre prioridades, o secretário evitou concentrar o debate em uma única área. Segundo ele, todas as pastas disputam recursos que são finitos. “Não podemos dizer que só a saúde é prioridade. É saúde, é educação, é cultura, é assistência social. São todas as pastas que precisam de atenção”, disse.

Sobre o aporte de R$ 20 milhões anunciado recentemente por emenda da senadora Tereza Cristina (PP), Isaac explicou que o recurso será utilizado com foco na organização dos sistemas e na eficiência do gasto público. “Se você não tem organização do sistema, o dinheiro não resolve. A gente precisa estruturar para que o recurso tenha efeito”, afirmou.

Ele citou ainda um processo de modernização em andamento, com a implantação de um novo sistema de gestão fiscal. “Adquirimos um sistema que vai dar mais transparência, mais rapidez, mais agilidade, mais força arrecadatória, mas ele ainda está em fase de implantação”, explicou, ao mencionar também os impactos da reforma tributária prevista para 2026.

No mesmo evento, tomou posse oficialmente o secretário municipal de Governo, Ulysses Rocha, que está no cargo desde outubro, e Marcelo Vilela, na Saúde. Ivoni Kanaan Nabhan continua na pasta, mas como secretária adjunta.