Aeroportos terão novas exigências de segurança a partir de 2027
Medida amplia controle e pode alterar tempo de embarque
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), nesta segunda-feira (23), publicou uma nova regra que reforça as exigências de segurança nos aeroportos do país. A medida atualiza o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil nº 107, que trata da proteção da aviação contra atos ilegais, e substitui a versão anterior. Apesar de já ter sido publicada, a norma só começa a valer em fevereiro de 2027.
RESUMO
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Para quem viaja, o impacto pode ser sentido principalmente nas inspeções e nas conexões entre voos.
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A nova regra reforça que aeroportos precisam garantir que passageiros já revistados não tenham contato com pessoas que ainda não passaram pela inspeção. Na prática, isso pode significar mudanças no trajeto dentro do terminal, mais divisórias, controle mais rígido de acesso e, em alguns casos, reorganização de filas.
Outro ponto importante envolve passageiros em conexão. Dependendo do aeroporto de origem e do aeroporto onde a conexão acontece, pode ser necessário passar novamente pela inspeção antes de seguir viagem. A ideia é manter o mesmo padrão de segurança entre terminais de portes diferentes. Para o passageiro, isso pode representar mais tempo entre um voo e outro.
Um trecho que chama atenção é o tratamento de depósitos de bagagem e guarda-volumes voltados ao público. A regra prevê inspeção de itens armazenados nesses espaços, sob supervisão do operador do aeroporto.
A regra também aperta o controle sobre áreas restritas, circulação de veículos próximos ao terminal e credenciamento de funcionários. Embora essas medidas sejam voltadas à operação interna, elas podem resultar em mais barreiras físicas e fiscalização nas áreas de embarque e desembarque.
Segundo a agência, o objetivo é atualizar e padronizar procedimentos de segurança em todo o país. A resolução também revoga uma série de normas antigas sobre o mesmo tema, consolidando as regras em um único texto.
Ainda não há mudanças imediatas para o passageiro, mas os aeroportos terão cerca de um ano para se adaptar. A expectativa é que, até lá, os terminais ajustem seus processos para cumprir as novas exigências, o que pode alterar, na prática, a experiência de quem embarca.
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