"Não tinha motivo para isso", diz irmão de menino morto durante brincadeira
Amigos e familiares se despediram de adolescente na manhã desta quinta-feira em Campo Grande
A despedida do menino, de 16 anos, foi marcada pela comoção de familiares e amigos nesta quinta-feira (24), em Campo Grande. O adolescente morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo durante uma situação que, segundo familiares e informações iniciais da investigação, teria ocorrido enquanto amigos brincavam com um revólver dentro de uma barbearia no Dom Antônio Barbosa, região sul da Capital.
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Familiares e amigos se despediram nesta quinta-feira (24), em Campo Grande, de um adolescente de 16 anos morto após ser atingido por um disparo de arma de fogo em uma barbearia. Segundo relatos, amigos brincavam com um revólver quando o tiro aconteceu. O irmão Maxwell, de 29 anos, descreveu o jovem como trabalhador e tranquilo, sem desavenças. A família suspeita que há algo a ser esclarecido sobre o ocorrido.
O irmão mais velho, Maxwell Antonio Betos de Santana, de 29 anos, contou que o adolescente era conhecido pela tranquilidade e que não tinha conflitos com outras pessoas.
"Ele não tinha maldade com ninguém, ninguém tinha rixa com ele, não tinha motivo para acontecer isso. Foi uma fatalidade apenas", afirmou.
Segundo Maxwell, o irmão e os amigos costumavam se reunir no bairro e tinham uma relação de amizade antiga. "Eles faziam isca de carne junto ali, era questão de amizade", disse.
A família, porém, ainda tenta entender como o disparo aconteceu. Para o irmão, há algo que precisa ser esclarecido. "A gente está vendo que tem algo errado, com certeza tem algo errado", afirmou.
O pai está em estado de choque desde a morte do filho. "Ele está dopado desde ontem, sofrendo muito. Mesmo assim, ele fala que tiraram a vida dele. Não devia nada", contou um familiar.
Maxwell descreveu o irmão como reservado, trabalhador e dedicado aos próprios objetivos. Segundo ele, o adolescente ajudava em um mercado e tinha uma rotina dividida entre trabalho e a vida no bairro.
"Era um menino quieto, só acreditava no sonho dele. Ele perdeu uma motinha, então foi lá, trabalhou, comprou outra. Chegava em casa às oito horas da noite. Era de casa para o serviço", relatou.
Nas horas de folga, costumava ficar próximo dos amigos. "Ele gostava de andar no bairro dele, fazendo as amizades dele", disse o irmão.
A família conta que o adolescente era querido na região e que a despedida reuniu muitos amigos. "Todo mundo gostava dele", afirmou Maxwell.
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