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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

09/05/2015 10:16

No 4º dia de greve, pacientes reclamam demora de mais de 2h em postos

Edivaldo Bitencourt e Mariana Rodrigues
UPA está com movimento normal, mas com demora no atendimento médico (Foto: Marcelo Calazans)UPA está com movimento normal, mas com demora no atendimento médico (Foto: Marcelo Calazans)

No quarto dia da greve dos médicos, os pacientes sofrem com a demora no atendimento de urgência e emergência nos centros regionais de saúde e nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), em Campo Grande. Doentes reclamam da demora no atendimento, que supera duas horas na manhã deste sábado.

Na UPA do Bairro Coronel Antonino, a triagem dos pacientes é rápida. No entanto, no momento de serem atendidos, os usuários demoram horas. “Só um médico está atendendo”, contou a cabeleireira Tatiana Rodrigues, 32 anos, que estava com pressão alta, calafrio, febre e enxaqueca.

Ela contou que deveria ficar em repouso na maca, mas como o espaço estava lotado, foi obrigada a improvisar a espera em uma cadeira. Tatiana chegou ao posto por volta das 7h e, até às 9h, ainda não tinha passado pelas mãos de um médico.

A operadora de telemarketing Eliane Santana, 45, estava com dores no canal da urina e também reclamou da longa espera por atendimento de um médico. Apesar dos usuários informarem que só um médico atendia na UPA, a Secretaria Municipal de Saúde informou que nove profissionais, sendo cinco pediatras, estavam de plantão no local na manhã de hoje.

O mesmo problema foi constatado na UPA da Vila Almeida. O aposentado Eurídes Moreira, 70, levou a esposa de 65 para consultar. Ela estava com tontura e pressão alta. Segundo o marido, a mulher se recupera de um cateterismo, realizado há pouco tempo. Apesar da demora no atendimento, o aposentado defendeu o reajuste no salário dos médicos e considerou a greve justa.

Neste sábado é o quarto dia da greve dos médicos. Ontem à noite, em reunião no Ministério Público Estadual, a prefeitura e o sindicato da categoria sinalizaram para um entendimento para por fim à paralisação iniciada na quarta-feira (6).

Segundo a Sesau, 19 pediatras e 37 médicos atendem nos seis centros regionais de saúde, nas três UPAs e no Posto Avançado Integrado (antigo Centro Municipal de Atendimento Pediátrico) no Centro.

A escala de plantão pode ser conferida ao clicar aqui.



Chamem os cubanos!
 
Hugo Alves em 09/05/2015 15:46:15
Gente, sempre houve demora nos atendimentos nos postos de saúde, e isso nunca foi culpa dos atendentes administrativos ou dos enfermeiros, e sim dos médicos, que sempre atenderam à população com descaso, claro que não podemos generalizar, existem sim médicos bons, preocupados e preparados. Eu falo porque sei, trabalhei na Sesau por 10 anos e fiz plantões por mais de 08 anos. Agora, se a população sabe que existe essa greve em andamento, o que vai fazer no posto? Se antes a demora já existia, imagina agora. Não questiono o direito à greve, porque devemos lutar por nossos direitos, e um profissional teve que estudar muito, se especializar pra chegar onde chegou e é um absurdo quererem resolver as questões políticas em cima do bolso do trabalhador.
 
Mariana Carvalho em 09/05/2015 11:40:47
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