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Mesmo em meio a indecisões, 56% dos leitores decidiram pagar o IPTU

Com dúvidas e incertezas sobre o andamento do IPTU, a procura pelo pagamento do imposto foi intensa na semana

Por Judson Marinho | 14/02/2026 08:43
Mesmo em meio a indecisões, 56% dos leitores decidiram pagar o IPTU
Central do Cidadão em Campo Grande com filas de contribuientes que foram tirar dúvidas sobre o IPTU (Foto: Marcos Maluf)

Mesmo em meio às determinações judiciais e aos debates sobre o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) em Campo Grande, a maioria dos leitores consultados em enquete afirmou que pretende quitar o imposto.

RESUMO

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O IPTU em Campo Grande tem gerado divergências entre contribuintes e a prefeitura, com 56% dos entrevistados afirmando que pagarão o imposto. No entanto, 25% ainda avaliam as contestações judiciais, enquanto 19% preferem aguardar possíveis ajustes. A OAB/MS ingressou com ação contra o reajuste acima da inflação, fixado em 5,32%, e a Justiça determinou a suspensão de cobranças excedentes.A prefeitura adiou a emissão de 15 mil boletos para terrenos afetados pela liminar, permitindo consulta digital dos novos valores. O prazo para pagamento com desconto encerrou-se sem grande movimentação. Advogados orientam contribuintes a verificar se o aumento ultrapassou o índice inflacionário, destacando que valores superiores são considerados cobranças indevidas. A taxa de lixo, incluída no boleto, não foi afetada pela decisão judicial.

O levantamento revelou que 56% dos participantes decidiram efetuar o pagamento, enquanto 25% ainda analisam o cenário de contestações antes de tomar uma decisão. Outros 19% optaram por aguardar possíveis alterações nos valores.

Desde dezembro, o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) 2026 tem sido marcado por impasses e incertezas entre os contribuintes.

Além do reajuste aplicado, o desconto para pagamento à vista foi reduzido de 20% para 10%, o que motivou a OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul) a ingressar com ação judicial. A Justiça determinou que o aumento do tributo ficasse limitado ao índice inflacionário de 5,32%.

Na quinta-feira (12), encerrou-se o prazo para o pagamento da primeira parcela ou para garantir o desconto de 10% na quitação em cota única. Conforme noticiado, a movimentação na Central do Cidadão caiu drasticamente ao longo do dia.

Após registrar filas e grande procura até o fim da tarde, o local chegou a ficar quase vazio por volta das 20h30, quando apenas uma pessoa buscava atendimento.

De acordo com a Prefeitura de Campo Grande, aproximadamente 15 mil boletos referentes a terrenos com valor venal corrigido serão adiados. Esses casos são alcançados pela liminar que suspendeu cobranças com reajustes acima da inflação.

A decisão judicial também autorizou o município a não enviar fisicamente 15,2 mil carnês do IPTU 2026 que sofreram alterações, permitindo que os contribuintes consultem os novos documentos de forma digital.

No lançamento do tributo, em outubro do ano passado, a prefeitura informou ter emitido cerca de 432,7 mil boletos, sendo 363.207 destinados a imóveis prediais e 69.505 a terrenos. Os novos boletos podem ser consultados no site oficial do município ou por meio de atendimento via WhatsApp.

Segundo o advogado tributarista Sebastião Rolon, membro da Comissão da OAB, a liminar abrange todos os casos em que o reajuste do IPTU, seja predial ou territorial, tenha ultrapassado o percentual de 5,32%.

“Todo aquele que tiver um aumento de IPTU acima desse valor está diante de uma cobrança indevida e abrangida pela liminar, e não deverá pagar agora, porque a prefeitura deverá lançar um novo IPTU para essas pessoas”, explicou.

Rolon também alertou para dúvidas envolvendo a taxa do lixo, incluída no mesmo boleto. De acordo com ele, a cobrança não foi objeto da ação judicial e pode apresentar variações independentes.

“É preciso analisar o valor venal do imóvel com base em 2025, calcular se houve aumento de 5,32%. Se em 2026 o valor foi acima disso, o que ultrapassou é indevido”, detalhou.

Mesmo em meio a indecisões, 56% dos leitores decidiram pagar o IPTU