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Campo Grande, Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

11/07/2011 15:43

Obras e possibilidade de “trenzinho” causam especulações em moradores

Paula Vitorino

Paisagem de trecho da 14 de Julho está mudando com obras da Orla Morena 2

Trecho da 14 de Julho já foi limpo para Orla Morena 2, que preservará trilhos. (Fotos: João Garrigpio)Trecho da 14 de Julho já foi limpo para Orla Morena 2, que preservará trilhos. (Fotos: João Garrigpio)

A paisagem mudou para quem mora no trecho da avenida Noroeste entre a Euler de Azevedo e a Eça de Queiroz, em Campo Grande. O trilho antes abandonado e coberto por mato, agora está “limpo” e movimentado pela obras no local, que começaram há cerca de um mês.

Mas entre os moradores, as obras da Orla Morena 2 causam especulações sobre como ficará o espaço, já que a maioria não sabe do que se trata os trabalhos no local. Os palpites sobre o projeto são variados, mas os boatos – como chamam as informações repassadas de boca em boca– de um “trenzinho” passando pelo local e da construção de um calçadão são os campeões.

Para Maria Aparecida de Souza, de 58 anos, o que será feito na via é um mistério, mas ela ouviu dizer que um bondinho deve passar pelos trilhos. Já o vendedor Jesus Marcos dos Reis, de 60 anos, explica que passará um “trenzinho” turístico pelo local, mas que ainda não tem trajeto certo.

“Vai virar uma Orla Morena aí. Se isso acontecer vai ficar muito bom. Uma maravilha sumir a bandidagem”, diz.

Ele lembra que o local antes era ponto de “bandidagem”, com mato alto, mas espera que as obras tragam um novo visual para o espaço.

A costureira Oswalda Garcia de Medeiros, de 55 anos, também lembra que o local era perigoso. Moradora há 33 anos do bairro, ela presenciou o funcionamento da ferrovia e conta que a paisagem era “feia” e abandonada.

“Espero que agora cuidem dos trilhos, que fique diferente. Antes tinha muito mato, cobria os trens e era perigoso”, lembra.

Morador espera que projeto melhore a região, mas tem dúvidas sobre o que será feito no local.Morador espera que projeto melhore a região, mas tem dúvidas sobre o que será feito no local.

Demora - Além das dúvidas sobre o projeto da obra, a demora na conclusão dos trabalhos também causa transtornos para os moradores. Nesta manhã, o canteiro de obras estava vazio e a dona Oswalda conta que a falta de funcionários é rotineira. “Estão trabalhando bem devagar”, diz.

Já dona Maria reclama da poeira provocada pelas obras, que andam em ritmo lento. “Eles mexem aí um dia sim outro não e cada vez é mais poeira. Largaram essa terra vermelha aí”, reclama.

O cozinheiro Antonio Souza de Oliveira, de 63 anos, também reclama e diz que tiraram a calçada que cortava a via e o mato, mas se não terminarem o trabalho logo os moradores só terão prejuízos. “É um sofrimento esse poeirão aí. Tem que termina o que começaram”, diz.

Projeto - Além das obras no local, a rua Eça de Queiroz também está passando por adequações para o projeto, com a expansão da pista. A passarela da via na avenida Ernesto Geisel está interditada para a expansão da lateral em 14 metros.

De acordo com o Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano), todas as obras na região fazem parte da Orla Morena 2, que vai do trecho na rua 14 de Julho até o Centro de Belas Artes, na Avenida Ernesto Geisel com a rua Eça de Queiroz.

O projeto prevê a revitalização da área, a construção de calçadão, ciclovia e a preservação do trilho no trecho. O resultado deverá ser semelhante a Orla Morena parte 1, já entregue no trecho entre a avenida Julio de Castilhos e a Rua Plutão.

De acordo com a presidente da Planurb, Marta Martinez, o projeto do trem de turismo passando pelos trilhos do local ainda não foi confirmado, já que entraria nas obras da Esplanada Ferroviária.

Sobre o andamento das obras, o titular da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), João De Marco, informou que a empresa contratada tem um prazo para cumprimento das obras e dentro desse período pode determinar o andamento do trabalho. Ele não soube informar o prazo limite para conclusão da obra.

 Obras e possibilidade de “trenzinho” causam especulações em moradores


Campo Grande, sem duvida nenhuma é uma das piores, senão a pior capital do Brasil em termos de asfalto. Esta operação tapa buraco, causa um aburdo de desnivel no asfalto, como por exemplo cito a Av. Bandeirantes, Rua Fernando de Noronha (atras do cemitério Sto Amaro) entre outras dezenas de avenidas.
Porque não fazem um recapeamento geral onde se faz necessário, a exemplo do que se fez em Cuiabá???
 
Oscar Metello em 12/07/2011 11:05:17
Se faz obra, reclama! Se não faz, reclama! Povo, sejam felizes em viver em um país democrático. Reclamem quando tem razão, mas reconheçam que muito já foi e está sendo feito. Estamos no caminho certo. Recuperar áreas como essas é necessário sim, pois reduz a criminalidade e melhora mobilidade a mobilidade urbana.
 
Angelo Mateus em 12/07/2011 10:19:36
Mas como pode ter em Campo Grande um povo medíocre! O problema da Santa Casa é de gestão e não financeiro! Você pode jogar bilhões lá que não irá resolver! Antes de falarem algo, estude e observe o assunto! A maior decepção que tenho em ser campograndense é por uma parte do povo aqui possuir a infeliz imbecilidade em saber opinar, em não respeitar o pedestre, de não dar a preferência pra vida nas ruas e ainda de opinar o desconhece e ainda achar que entende de assunto ne Henrique Marques!
 
Carlos Eduardo em 12/07/2011 10:07:07
Pessoal, não é assim que funciona, tem alguns impostos que só podem ser usados em áreas específicas. E além disso, existem algumas verbas de repasse que só podem ser usadas para fins específicos. Por exemplo, uma verba que é para o desenvolvimento da cidade não pode ser usada para a saúde (que é o caso). Aliás, o problema da saúde aqui e em todo o Brasil é a falta de regulamentação dos repasses de verba DE SAÚDE, que ficam ao "Deus dará". Essa obra, além de fazer com que o centro seja re-ocupado nos horários em que o comércio não funciona, vai devolver a beleza do Centro, fazer com que a qualidade de vida na nossa cidade seja melhor, vai ajudar a mudar nossa cultura de não utilizar nossos espaços, de não consumirmos nossos próprios produtos culturais. E a consequência? Uma cidade onde as pessoas circulam, consomem, etc, atraem mais investidores, industrias, comercios, etc. Aliás,. por que o Campo Grande News não citou o projeto de revitalização do Centro nessa matéria?
 
Elizete Moreira em 12/07/2011 09:35:46
E a demarcaçao das faixas em nossas ruas e avenidas? tiveram a coragem de demarcar
apenas uma parte da norte sul, próximo ao Fort Atacadista, saindo dali os condutores de veículos tem que traçar faixas imaginárias e seguir em frente. A recuperação do córrego nem se fala, próximo do Guanandizão está um perigo, qualquer dia vai cair um veículo no corrego que está avançando seu leito pra pista. Será que estão esperando começar a chuvarada novamente?
 
joao barbosa em 12/07/2011 09:07:22
Deveria revitalizar o centro da cidade, pois quando olhamos aqueles prédios da av calógeras entre as ruas maracaju e afonso pena parecem casas do antigo velho oeste, dá vergonha para uma capital que está crescendo e merece uma cara mais moderna.
 
Sandro Lima em 12/07/2011 07:18:45
Oi, eu axo na minha opinião que com dinheiro que voces faz coisas fúteis como esta obra poderiam estar envestindo em educação, construir escolas estaduais de ponta... melhor que as particulares, com professores de linha que tem qualificações sufissientes de ensinar corretamente para que daqui 10 anos essa geração possa dar um fulturo melhor ao pais.
 
Carlos Saucedo em 12/07/2011 03:39:45
Bom é orla é aquario é um monte de asfalto... mais pow ... cade a santa casa.... tá caindo tudo...
 
henrique marques em 11/07/2011 08:02:11
Como é duro morar em uma cidade onde tem sempre os pessimista de plantão, sempre que uma autoridade resolve beneficiar a cidade vem sempre aqueles "vampiros brasileiros" jogando suas pragas..... xô, vai baixar em outro centro meu.
 
Sergio falei em 11/07/2011 07:51:54
A Santa Casa está uma maravilha, os postos de saúde repletos de médicos competentes e funcionários educados, as obras nos corregos a pleno vapor, o asfalto das nossas vias é perfeito, sem contar nossas escolas maravilhosas, contando com professores muito bem remunerados. Vejo que o meu o nosso IPTU, IPVA e vários outros impostos estão sendo bem aplicados. Temos é que ter mais praças, orlas, aquários,shows. Dinheiro tem e pelo jeito está sobrando.
 
FABIO FERNANDES LUZITANO em 11/07/2011 06:33:21
A gente não consegue entender, aqui em C.Grande realmente o que faz circular o dinheiro é o comércio certo? Pq então não começar a revitalizar a partir da 14 de julho, não existe interesse em transformar a principal rua do comércio de C.Grande em um lugar aprazivel , limpo, sem tanta agua servida e acumulada ( o que causa um mal cheiro terrivel ) , começa a revitalização por um lugar que não tem nada , vai melhorar trilhos de trem pra quem? Em beneficio de quem, ora senhores , não se esqueçam que logo teremos eleições , depois não vão reclamar.
 
Lizeti Aparecida Zanineli em 11/07/2011 05:07:43
Sra. Eliza.

Quando CGR esteve 100% ? De todas as administrações que conheci esta é a melhor.
 
Cleber Andrade em 11/07/2011 04:59:12
Acho que o prefeito Nelsinho está se mobilizando tarde demais.
 
Eliza Pascoal Santos em 11/07/2011 04:42:00
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