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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

14/05/2018 18:13

Ordem de despejo revolta moradores de loteamento no Jardim Centro-Oeste

Mais de 400 famílias devem desocupar área invadida até quarta-feira; moradores afirmam que foram enganados pela prefeitura

Liniker Ribeiro e Anahi Gurgel
Moradores com ordem de despejo em mãos (Foto: Fernando Antunes) Moradores com ordem de despejo em mãos (Foto: Fernando Antunes)

Moradores do loteamento Varandas do Campo, no Jardim Centro-Oeste, afirmam que foram enganados por equipes da prefeitura, que exigem a desocupação da área. As 400 famílias, segundo representantes dos moradores, que vivem na região, teriam assinado uma ordem de despejo notificando os moradores a deixarem o espaço até a próxima quarta-feira (16).

Segundo eles, representantes da prefeitura estiveram no local, na última quinta-feira (10), e teriam justificado o motivo da visita como sendo a produção de um levantamento do número de famílias que residem na área, com a intenção de legalizar a situação de todos. Porém, o documento assinado por eles seria a ordem ordem de despejo, conforme revelaram moradores.

"O pessoal foi de porta em porta falando, indiretamente, que seria feito um levantamento do número de famílias no local. Segundo eles a intenção era legalizar tudo e fazer a ligação de água e luz, mas na verdade, o documento indica que a gente tem cinco dias úteis para desocupar tudo", afirmou o pintor Jilvan Silva de Almeida, de 32 anos.

A situação revoltou os moradores. "Eu sou míope e na hora não li tudo. Não somos vagabundos. Todo mundo trabalha e só queremos um canto para morar", afirmou o pintor Valdir Arantes Santana, de 67 anos.

Maria Eduarda afirma não ter para onde levar os três filhos que moram com ela no local (Foto: Fernando Antunes) Maria Eduarda afirma não ter para onde levar os três filhos que moram com ela no local (Foto: Fernando Antunes)
Famílias ameaçam invadir condomínio parado há dois anos (Foto: Fernando Antunes) Famílias ameaçam invadir condomínio parado há dois anos (Foto: Fernando Antunes)

Na tarde desta segunda-feira (14), uma reunião entre os moradores foi marcada para tentar definir estratégias para evitar o despejo. As famílias buscam apoio e pretendem encontrar ajuda de advogados que decidam abraçar a causa e lutar por seus direitos.

Caso o pedido de legalização das famílias não seja atendido, os moradores ameaçam ocupar o condomínio Rui Pimentel, localizado na rua Araraquara, que está parado há mais de dois anos. No local, foram construídas 260 casas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

"Quando eu soube que era uma ordem de despejo, fiquei desesperada. Estou com muito medo porque não tenho para onde levar meus filhos", revelou a dona de casa Maria Eduarda Dantas Ramos, de 25 anos, mãe três crianças entre 7 meses e 9 anos de idade.

Procurada, a prefeitura de Campo Grande informou, por meio da assessoria de comunicação, que se pronunciará nesta terça-feira (15).



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