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Capital

Pacientes reclamam de espera de mais de três horas em Pronto Socorro particular

Com demora, usuários chegaram a ir embora sem ter atendimento

Por Lucia Morel | 23/05/2022 18:22



Cansada de esperar, a acadêmica de enfermagem Milena Vieira Pessoa, 24 anos, saiu do Pronto Socorro do Hospital Unimed de Campo Grande sem ser atendida, depois de esperar quase quatro horas pela consulta. “Pretendo voltar de madrugada porque não estou me sentindo bem, preciso de atendimento”, relatou.

Segundo ela, o hospital deu atestado para que ela apresentasse no estágio e resolveu ir embora porque não aguentava esperar mais. Ela chegou lá às 13h e saiu por volta das 16h40. Mas contou de outros pacientes que aguardavam desde às 10h. A classificação de risco dela era verde, que indica atendimento em até 120 minutos, ou duas horas.

Outra paciente, a professora Cristiane de Oliveira Pereira Laura, 40 anos, também classificada como verde, até às 18h35 ainda não havia sido atendida, cerca de três horas depois de ter passado pela triagem.

“Estou no Pronto Atendimento da Unimed há mais de 3 horas aguardando. Tem apenas 3 médicos atendendo, outras pessoas ficaram aguardando mais de 5 horas por atendimento. Existia uma ala para síndrome respiratória mas fecharam, estão todos os pacientes juntos e misturados”, reclamou.

Para ela, o problema ainda se agrava porque o estacionamento também é pago, além do plano de saúde. Mesma reclamação de um pai que levou a filha, vomitando, ao hospital.

“Minha esposa está des das 12h30 esperando com a minha pequena. Ela falou com eles (funcionários) e mudaram para amarelo a classificação dela e minha pequena vomitando. Ela está nitidamente muito mal. Um absurdo pagar um plano para ter o mesmo atendimento que na rede pública”, reclamou.

Resposta – a Unimed, em nota, disse que “nos últimos dias houve um aumento significativo no número de atendimentos nos Prontos Atendimentos Adulto e Pediátrico do Hospital Unimed Campo Grande” e orienta inclusive, aos casos menos graves, que os pais e responsáveis “busquem atendimento com seu pediatra ou com um dos especialistas da área, conforme lista de vagas disponíveis em consultórios”.

A unidade ainda ressaltou que segue todos os protocolos e orientações do Ministério da Saúde referente ao atendimento dos pacientes, incluindo a classificação de risco. “Além disso, contamos com equipes completas de médicos e enfermeiros preparados para atender à demanda de nossos beneficiários” e reforça que “os prontos atendimentos são voltados para atender casos de pacientes mais graves. Para consultas ou tratamentos, é preciso agendar com um médico especialista na área e, em caso de dúvidas, basta ligar em nosso telefone, o 0800-515-1510”.

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