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Campo Grande, Quarta-feira, 24 de Abril de 2019

20/02/2019 12:22

Pai quer pensão e induziu filhos a acusarem o irmão de estupro, diz tio

Com a guarda das crianças há 5 anos, o assistente social teme que sobrinho de 16 anos seja agredido na rua

Danielle Valentim
Caso é investigado pela Depca.  (Foto: Henrique Kawaminami)Caso é investigado pela Depca. (Foto: Henrique Kawaminami)

O tio das crianças de 9 e 11 anos que denunciaram o irmão de 16 anos por estupro procurou o Campo Grande News nesta quarta-feira (20), pois teme que o sobrinho mais velho seja agredido na rua. Com a guarda das crianças há cinco anos, o assistente social de 29 anos afirma que pai dos irmãos os induziu com interesse em receber a pensão da mãe, que faleceu há seis anos.

Por imposição do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), para preservar as crianças e o adolescente, o nomes não serão divulgados.

À reportagem, o tio contou que detém a guarda dos menores desde 2014 e que elas sempre foram bem cuidadas, fato que, segundo ele, pode ser confirmado por amigos e vizinhos. 

O assistente social garante que o depoimento das crianças foi influenciado pelo pai, que tem interesse em receber a pensão alimentícia da mãe das crianças, que faleceu em 2013 em um acidente no trânsito.

“Ele induziu os filhos a denunciarem o estupro para desviar o foco em relação aos maus tratos e terror psicológico que ele e a madrasta nesse período de férias causaram as crianças. Ele quer a pensão das crianças”, disse.

Provas e conversas com entre o tio e o pai das crianças foram entregues à Polícia Civil. O caso é investigado pela Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude) e Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). As crianças já passam por exames e os resultados que podem comprovar ou não os abusos devem ficar pronto entre 10 ou 15 dias.

O caso - As duas crianças moram com o tio materno e o irmão por parte de mãe, desde que a genitora faleceu. Há dois meses, os irmãos foram para a casa do pai passar as férias.

No dia 17 de fevereiro, as vítimas teriam dito à madrasta que não queriam voltar a morar com o tio, pois eram abusadas pelo irmão e obrigadas a usarem pasta-base de cocaína.

O pai tirou satisfação com o tio das crianças, que rebateu que as crianças estariam sendo pressionadas a contar mentiras.

Em razão disso, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar foram acionados. As crianças foram entregues pelo Conselho Tutelar a uma tia materna.

O delegado da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude), Fábio Sampaio, que ficará responsável pelo caso, pretende intimar os responsáveis pelas crianças ainda na tarde desta segunda-feira (18). Por envolver adolescentes e crianças, os nomes dos envolvidos são preservados por imposição do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).



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