Golpe do consórcio causou prejuízo superior a R$ 100 mil, diz delegado
Responsável pela investigação afirma que suspeita presa aplicou série de fraudes com contratos falsos
A mulher de 38 anos presa por vender consórcios falsos causou prejuízo superior a R$ 100 mil em Dourados, segundo a Polícia Civil. A suspeita tentou aplicar novo golpe na tarde de quarta-feira (25), no Parque Nova Dourados, quando negociava com a sobrinha de uma vítima. A polícia a deteve no momento em que apresentava contrato falso e tentava receber pagamento por Pix.
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Uma mulher de 38 anos foi presa em Dourados após causar prejuízo superior a R$ 100 mil com a venda de consórcios falsos. A suspeita foi detida quando tentava aplicar novo golpe, apresentando contrato falso e solicitando pagamento via Pix no Parque Nova Dourados. A criminosa se apresentava como representante de marcas conhecidas, sem possuir vínculo com as administradoras. Há pelo menos dez boletins de ocorrência registrados contra ela, com valores entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por golpe. A suspeita confessou o crime, alegando dívidas como motivação.
A informação sobre o valor total foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo site Dourados News, com base em entrevista do delegado Dermeval Neto, do SIG (Serviço de Investigação Geral) da 2ª Delegacia de Polícia Civil do município.
De acordo com o delegado, a mulher não tinha vínculo com administradoras, mas se apresentava como representante de marcas conhecidas. “Ela afirmava que representava as empresas de consórcio, das quais ela não tinha vínculo, fechava o negócio em um contrato falso, recebia o dinheiro via Pix e embolsava esse dinheiro”, afirmou. “Na verdade, não tinha nenhum tipo de empresa de consórcio, era tudo uma fachada para receber os valores.”
A prisão ocorreu após denúncia de uma mulher que já havia perdido cerca de R$ 15 mil em transferências via Pix. Ao saber que a sobrinha também negociava um suposto consórcio, ela procurou a delegacia. A equipe foi até o endereço e encontrou a suspeita com quatro folhas de contrato falsificado em nome de uma empresa do ramo.
Segundo a investigação, há pelo menos dez boletins de ocorrência formalizados contra a suspeita. A polícia acredita que o número de vítimas pode ser maior, pois algumas pessoas ainda aguardam a liberação das cartas de crédito. Os golpes envolviam veículos, motocicletas e imóveis, com valores entre R$ 10 mil e R$ 15 mil.
“Se alguém está buscando um consórcio e gostaria de uma segurança, o ideal seria procurar uma instituição financeira ou instituição bancária física já conhecida e renomada”, orientou o delegado.
A mulher confessou o crime em depoimento e disse que agiu por estar endividada. Ela permanece presa e deve passar por audiência de custódia. A Polícia Civil pede que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar ocorrência.


