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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

24/10/2013 08:32

Para reivindicar direitos, motoristas de cargas perigosas cruzam os braços

Aliny Mary Dias
Funcionários só voltam aos volantes se reivindicações forem atendidas (Foto: Marcos Ermínio)Funcionários só voltam aos volantes se reivindicações forem atendidas (Foto: Marcos Ermínio)

Sem possibilidade de diálogo com a empresa, motoristas de caminhões que transportam combustível da empresa da transportadora J. Jardim cruzaram os braços na manhã desta quinta-feira (24).

As três principais reivindicações dos trabalhadores são com relação ao aumento da diária paga pela empresa de R$ 33 para R$ 55, a volta da distribuição da cesta básica, cortada este mês e a implantação de um plano de saúde para os funcionários.

De acordo com o presidente do Sindicargas-MS (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Carga do Estado de Mato Grosso do Sul), Raimundo Donato, o sindicato protocolou vários pedidos de negociação junto à empresa, mas não houve abertura para conversa.

“Decidimos parar porque a empresa não quis negociar. Nós vamos ficar aqui até que os patrões nos recebam, tivemos contato do sindicato patronal, mas não houve acordo”, afirma o presidente.

Cerca de 30 motoristas e representantes das classes sindicais estão reunidos na sede da empresa localizada na Avenida Manoel da Costa Lima, na Vila Piratininga em Campo Grande. Com a paralisação, os 25 caminhões da empresa ficaram no pátio e não circulam hoje.

Presidente do Sindicargas diz que patrões não atenderam os trabalhadores (Foto: Marcos Ermínio)Presidente do Sindicargas diz que patrões não atenderam os trabalhadores (Foto: Marcos Ermínio)

Para o motorista que atua há 2 anos e meio na empresa, Neuvaldo Eurico de Melo, de 30 anos, o maior problema está no valor da diária pago pela empresa. “Para a alimentação, pagamos quase R$ 15 em um marmitex e o banho custa quase R$ 6 em alguns postos. O dinheiro é insuficiente e já tivemos que tirar dinheiro do bolso para comer”, diz o funcionário.

O advogado do Sindicargas, Roberto de Avelar, explica que além das três reivindicações principais dos trabalhadores, o cumprimento da legislação que define a jornada de trabalho e o descanso dos caminhoneiros também será cobrada pelo sindicato.

“Esse é um problema geral da nossa classe. Nessa empresa, motoristas começam o expediente às 5 horas e tem uma jornada de até 21 horas. Está errado e o segmento todo sofre com isso”, conta.

Segundo os motoristas, a paralisação continua até que os proprietários da empresa aceitem recebê-los para uma rodada de negociações. Representantes da empresa não quiseram falar com a reportagem.



Correta a atitude do pessoal da J levou a paralisação até a mídia, para todos saberem que as empresas só querem cobrar dos funcionários e melhoria para os funcionários nada, quando os motoristas da Transportadora Katia pararam deveria ter acionado a imprensa também
 
Andre Luiz em 25/10/2013 19:00:31
Gostei da atitude dos trabalhadores da empresa j. jardim, fizeram uma paralisação democrática, sem vandalismo e sem baderna de quebra- quebra, o que eles demonstraram foi uma atitude de que eles se unindo tudo pode ser conseguido com o aval do SINDICATO, hoje mal visto e mau falado por uma meia duzia de pessoas sem credito no meio da categoria, parabéns trabalhadores do transporte de cargas perigosas, parabens profissionais do volante pela coragem de reivindicar seus direitos assegurado pelo ACORDO COLETIVO. Que isso sirva de incentivo a outros companheiros que se sentirem prejudicados nos seus direitos.

 
Ademir Ximenes Machado em 24/10/2013 17:48:43
Parabéns colegas de trabalho é isso ai, temos que nos organizar e ir em busca dos nossos ideais . Acorda categoria vamos mostrar a força que temos, vamos nos unir vamos fazer nossa parte vamos apoiar o Sindicato da categoria para que sejamos forte. Sou Motorista aposentado,fui diretor sindical e hoje dou assessoria previdenciária aos trabalhadores que necessita calcular o seu tempo de serviço para se aposentar.
 
Valmir Jose Daniel Silva em 24/10/2013 12:34:20
Tem que cruzar os braços mesmo, tem empresa que é sem vergonha e não respeita o trabalhador !
 
Lally Pontes Almeida em 24/10/2013 10:41:14
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