Campo Grande está entre cidades com mais alertas e desastres climáticos em 2025
Capital de MS figura no top 10 do Cemaden e reforça cenário nacional de riscos hidrogeológicos
Campo Grande aparece com destaque no mapa nacional dos eventos extremos monitorados pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais). Em 2025, a Capital de Mato Grosso do Sul figurou entre os dez municípios brasileiros com maior número de ocorrências de desastres e também entre aqueles que mais receberam alertas meteorológicos emitidos pelo órgão federal.
RESUMO
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Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, destacou-se entre as dez cidades brasileiras com maior número de desastres climáticos em 2025, registrando 14 ocorrências ao longo do ano. A cidade também recebeu 17 alertas meteorológicos do Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais (Cemaden). No cenário nacional, foram contabilizadas 1.493 ocorrências de desastres, com a região Sudeste concentrando 43% dos registros. Do total de 2.505 alertas emitidos pelo Cemaden, 88% foram classificados como de nível moderado, sendo que 56% estavam relacionados a eventos hidrológicos, como inundações e alagamentos.
No ranking das ocorrências, Campo Grande registrou 14 episódios ao longo do ano, número que a coloca no mesmo patamar de cidades historicamente mais afetadas por eventos extremos, como Porto Alegre (RS), Blumenau (SC) e Juquiá (SP), todas na décima colocação em números. O município com maior volume de registros foi Jaboatão dos Guararapes (PE), com 47 ocorrências. Ao todo, o Cemaden contabilizou 1.493 ocorrências de desastres em 2025 nos municípios monitorados.
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A capital sul-mato-grossense também se destacou na emissão de alertas meteorológicos. Dos 2.505 alertas enviados pelo Cemaden no ano passado, Campo Grande recebeu 17, ocupando a décima posição nacional, ao lado de Belo Horizonte (MG), São Sebastião (SP), Cabo de Santo Agostinho (PE) e Guarulhos (SP). Manaus (AM) liderou o ranking, com 69 alertas emitidos ao longo do ano.
Balanço nacional - Os dados consolidados foram divulgados nesta semana, durante a reunião mensal de Avaliação e Previsão de Impactos de Extremos de Origem Hidro-Geo-Climático em Atividades Estratégicas para o Brasil. O levantamento mostra que, embora o volume total de alertas em 2025 tenha sido o menor dos últimos seis anos, desde 2019, o cenário ainda exige atenção constante das autoridades e da população.
No contexto nacional, a região Sudeste concentrou aproximadamente 50% dos alertas emitidos pelo Cemaden em 2025. Ao todo, o órgão monitorou 1.133 municípios no período, com média diária de 6,86 alertas. Segundo o Cemaden, 56% dos avisos estiveram associados a eventos hidrológicos, como inundações, enxurradas e alagamentos, enquanto 44% foram relacionados a processos geohidrológicos, a exemplo de deslizamentos de terra.
Em termos de severidade, a maioria dos alertas foi classificada como de nível moderado, somando 88% do total. Os avisos de nível alto representaram 10%, e apenas 0,95% foram considerados de nível muito alto. Apesar de menos frequentes, estes últimos estavam ligados a cenários críticos, com potencial de causar danos severos à população, à infraestrutura e aos serviços essenciais.
Origem - No recorte das ocorrências de desastres, 68% tiveram origem hidrológica e 32% origem geológica. A região Sudeste respondeu por 43% dos registros nacionais. Embora 89% das ocorrências tenham sido classificadas como de pequeno porte, com danos localizados e resposta rápida das estruturas municipais, o Cemaden observa uma tendência de aumento estrutural ao longo dos anos, associada à maior exposição territorial, às vulnerabilidades urbanas e à ampliação da capacidade de registro dos impactos.
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