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Capital

"Pedreiro Assassino" encara 2º júri por homicídio

No primeiro julgamento, no dia 1º de fevereiro, pedreiro Cléber de Souza foi condenado a 15 anos de prisão

Dayene Paz e Bruna Marques | 16/02/2022 08:28
Cléber durante depoimento desta quarta-feira. (Foto: Marcos Maluf)
Cléber durante depoimento desta quarta-feira. (Foto: Marcos Maluf)

Depois de ser condenado a 15 anos de prisão por homicídio qualificado, no último dia 1º de fevereiro, o pedreiro Cléber de Souza Carvalho, de 45 anos, senta mais uma vez no banco dos réus. Desta vez, acusado pelo assassinato de Timótio Pontes Roman, de 62 anos, em maio de 2020. Conhecido como "pedreiro assassino", Cléber responde por sete acusações de homicídio.

O julgamento desta quarta-feira (16) está sendo realizado no Fórum de Campo Grande, pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos. Como no primeiro júri, no Fórum não há presença de familiares do réu e nem da vítima.

Hoje, o pedreiro está sendo julgado pela morte de Timótio Pontes, que foi espancado a pauladas e teve o corpo jogado no poço do quintal da casa dele, na Vila Planalto. O corpo foi encontrado no dia 7 de maio de 2020.

Em audiência sobre o caso, Cléber confessou o crime e o assassinato de José Leonel Ferreira Santos, de 61 anos. Foi a partir desses casos que a Polícia Civil descobriu série de homicídios cometidos por Cléber, todos com violência. Durante os interrogatórios, o pedreiro confessou detalhes dos crimes, demonstrando frieza.

Cléber é pedreiro e com relação a profissão, durante o primeiro júri que enfrentou, testemunhas o definiram como um bom profissional, longe de qualquer suspeita. Ele está preso desde o dia 15 de maio de 2020, após a investigação da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios).

1º júri - No último dia 1º de fevereiro, Cléber foi levado a julgamento pelo assassinato de Roberto Geraldo Clariano, o “Cenoura”. O pedreiro contou que “Cenoura” era mascate conhecido do bairro onde morava e que bebiam “uma cervejinha juntos” no fim de semana. Segundo o réu, foi convidado a invadir terreno e ajudou a limpar a área, mas depois, soube que o amigo havia vendido sem consultá-lo.

Cléber durante o primeiro júri, no dia 1º de fevereiro deste ano. (Foto: Henrique Kawaminami)
Cléber durante o primeiro júri, no dia 1º de fevereiro deste ano. (Foto: Henrique Kawaminami)

Apesar dessa desavença, os dois voltaram a entrar em acordo para invadir outro terreno. Cléber disse que os dois limpariam esse terreno e “Cenoura” iria entrar com material para a obra. Na limpeza, o pedreiro acabou se irritando, pois o mascate reivindicava a melhor área para construir sua parte. Ao passar pelo carro em que os dois tinham ido ao local, Carvalho disse que viu a foice, achou que poderia ser atacado e resolveu revidar.

Cléber matou "Cenoura" com golpe de picareta e depois, jogou o corpo em uma cova feita no próprio terreno que invadiram. O corpo de jurados foi unânime em considerá-lo culpado e o condenou a 15 anos de prisão em regime fechado.

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