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Capital

PM dispara arma após filho ser impedido de circular em “área do PCC”

Servidor afirmou que 6 pessoas não deixaram o menino de bicicleta passar por ser área da facção

Por Ana Paula Chuva | 23/01/2026 06:27
PM dispara arma após filho ser impedido de circular em “área do PCC”
Código numérico que faz referência ao PCC pichado em muro no Guanandi (Foto: Marcos Maluf | Arquivo)

Desentendimento entre policial militar e vizinhos terminou com disparo de arma de fogo na noite de quinta-feira (22), no Bairro Guanandi, em Campo Grande. Segundo o servidor, seu filho de 12 anos teria sido ameaçado por alguns moradores da região enquanto andava de bicicleta. Os acusados teriam alegado ser “área do PCC (Primeiro Comando da Capital)” e que ele não poderia transitar no local.

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Um desentendimento entre um policial militar e moradores do Bairro Guanandi, em Campo Grande, resultou em disparo de arma de fogo na noite de quinta-feira. O conflito teve início quando o filho do policial, de 12 anos, foi supostamente impedido de andar de bicicleta na região por um grupo que alegava ser área dominada pelo PCC. Ao confrontar o grupo, o policial afirma ter sido hostilizado, realizando um disparo para dispersá-los. Uma moradora apresentou versão divergente, alegando que o agente chegou alterado e arremessou uma garrafa antes de efetuar o disparo. A arma foi apreendida e o caso está sendo investigado.

De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada por volta da 00h10 com a informação de que um homem havia efetuado um disparo após um desentendimento no local. Ao chegarem, os policiais encontraram um policial militar, lotado em uma companhia da Capital, que se apresentou como responsável pelo disparo.

Ele relatou que seu filho, de 12 anos, trafegava de bicicleta pela rua quando foi impedido por um grupo de cerca de seis pessoas, que afirmaram que a área seria dominada por uma facção criminosa e proibiram a passagem do menino. Assustado, o adolescente retornou para casa e contou o ocorrido ao pai.

O policial então foi até o local indicado pelo filho para tentar conversar com o grupo, mas afirmou ter sido hostilizado e ameaçado. Segundo o relato, mesmo após se identificar como policial militar, os indivíduos disseram que “mandavam na área” e se aproximaram de forma intimidadora. Diante da situação, ele afirmou ter sacado a arma e efetuado um disparo em direção ao solo para dispersar o grupo, retornando em seguida para casa.

Por outro lado, uma moradora do bairro, que estava em casa com amigos organizando móveis por conta de uma mudança recente, apresentou versão diferente. Ela afirmou que o policial chegou alterado, arremessou uma garrafa contra um dos presentes e, em seguida, efetuou o disparo, sem que soubesse o motivo da reação.

Um cartucho deflagrado de munição calibre 9 milímetros foi entregue à polícia e apreendido. A arma usada,  uma pistola, também foi recolhida, juntamente com munições intactas.

Equipes do 10º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque com apoio do canil estiveram no local. Todos os envolvidos foram encaminhados à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde prestaram depoimento. O caso segue sob apuração.

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