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Capital

PM que atirou em homem durante briga em bar no Santo Antônio vira réu

Nesta segunda-feira (13), vítima e outras testemunhas foram ouvidas em audiência de instrução

Por Bruna Marques | 14/05/2024 09:56


O Policial Militar Guilherme Santos Farias, 29 anos, preso por atirar contra um homem, 34, durante confusão em um bar, virou réu por tentativa de homicídio. O crime ocorreu no dia 21 de março, na Rua Cruzeiro do Sul, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande.

Na tarde desta segunda-feira (13), a vítima e sua esposa prestaram depoimento na sala de audiência da 2ª Vara do Tribunal do Júri, mas o que eles disseram não foi divulgado nos autos do processo.

Além deles, mais seis testemunhas foram intimadas para serem ouvidas, contudo, a delegada Joilce Silveira Ramos e mais um rapaz foram dispensados da oitiva. A vítima e sua esposa acompanharam todos os depoimentos. Agora, quem decide se o policial vai a júri popular é o juiz Aluízio Pereira dos Santos.

Trecho da denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul diz: “Assim, a investigação revela que o denunciado Guilherme Santos Farias, praticou o crime impelido por motivo torpe, pois tentou matar a vítima por conta do desentendimento anterior entre um amigo do denunciado e a vítima no bar”.

Confusão - O PM Guilherme Santos estava em uma mesa do bar, acompanhado de outros quatro militares, quando a vítima tenta dar um soco contra um dos homens. No entanto, se desequilibrou e caiu no chão, momento em que Guilherme se levantou, já pegando a arma na cintura. Uma mulher tenta segurá-lo, mas ele dispara contra a vítima, atingida no tórax. Na sequência, a mesma mulher dá tapas nas costas do PM que atirou, aparentemente assustada com a situação.

Aos policiais que atenderam a ocorrência, Guilherme disse que a arma disparou sem querer, enquanto a mulher tentava segurá-lo. Já para a delegada Joilce Ramos, que atendeu a ocorrência, Santos disse que agiu em legítima defesa.

As imagens mostram que ele se levanta já tirando a arma da cintura. A delegada entendeu que não houve legítima defesa e deu voz de prisão a Guilherme por tentativa de homicídio qualificado e perturbação do sossego.

"O grupo de quatro policiais militares estava alterado, fazendo bagunça, cantando músicas com palavras de baixo calão e incomodando outros clientes do estabelecimento. Um deles mexeu com a esposa do rapaz, e esse homem não gostou. Foi tirar satisfações, deu um soco no militar e o PM que estava ao lado atirou nele. Eles não estão corretos", disse Ramos.

A vítima foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em estado grave e encaminhada ao pronto-socorro da Santa Casa de Campo Grande.

Guilherme passou por custódia no dia 23 de março e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Viaturas da Polícia Militar isolam tráfego de veículos na Rua Cruzeiro do Sul, onde briga ocorreu. (Foto: Osmar Daniel)
Viaturas da Polícia Militar isolam tráfego de veículos na Rua Cruzeiro do Sul, onde briga ocorreu. (Foto: Osmar Daniel)

Transferências – Os outros quatro policiais militares envolvidos na confusão foram transferidos para o interior de Mato Grosso do Sul. A decisão, assinada pela subcomandante da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Neidy Nunes Barbosa, foi publicada no DOE (Diário Oficial do Estado) no dia 25 de março.

Conforme o documento, os policiais militares que eram lotados em Campo Grande foram para as unidades de Sonora, Coronel Sapucaia, Sete Quedas e Mundo Novo. Apenas um deles não foi transferido. Ele é citado pelos colegas em boletim de ocorrência, mas foi embora antes que ocorresse a briga.

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