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Campo Grande, Quinta-feira, 25 de Abril de 2019

21/02/2019 15:20

PM que matou mulher a tiros é condenado a 4 anos em regime aberto

Durante o julgamento, o advogado defendeu duas teses: legítima defesa e homicídio simples privilegiado

Geisy Garnes
Valdecir durante depoimento na manhã desta quinta-feira no Tribunal do Júri (Foto: Marina Pacheco)Valdecir durante depoimento na manhã desta quinta-feira no Tribunal do Júri (Foto: Marina Pacheco)

O policial militar da reserva, Valdecir Ferreira, foi condenado a quatro anos de prisão em regime aberto pela morte de Kátia Campos Valejo, de 35 anos. O crime aconteceu na Rua Tintoreto, no Bairro Nossa Senhora das Graças, em outubro de 2016.

Julgamento foi realizado na manhã desta quinta-feira (21), na 1ª Vara do Tribunal do Júri. Segundo o advogado do policial, José Roberto Rodrigues da Rosa, os jurados acataram a tese da defesa de homicídio simples privilegiado.

Durante o julgamento, o advogado defendeu duas teses: a principal era de legítima defesa e a segunda de homicídio privilegiado, que é aplicada quando falta alguns indícios para de fato ser legítima defesa.

José Roberto Rodrigues da Rosa, advogado de defesa do policial (Foto: Henrique Kawaminami)José Roberto Rodrigues da Rosa, advogado de defesa do policial (Foto: Henrique Kawaminami)

Os jurados então acataram a segunda tese e o juiz, Carlos Alberto Garcete de Almeida, determinou a pena de quatro anos em regime aberto. Valdecir ainda ganhou o direito de recorrer a sentença em liberdade. “Ainda estou analisando se vou entrar com recurso, temos cinco dias para isso”, afirmou Rosa.

Em juízo Valdecir contou que conheceu Katia em uma conveniência e passou a ter relacionamento amoroso com ela. O crime aconteceu no terceiro encontro que teve com a vitima. “Estava em casa, quando chegou pedindo cerveja. Ela entrou. Fui tomar banho. O banheiro não tinha porta, nem box. Estava ainda com o corpo ensaboado, quando me deparei com ela apontando a arma em minha direção e pedindo por dinheiro”, relatou.

Ele, então, pediu para Kátia abaixar o revólver, mas quando percebeu que a mulher estava ficando nervosa, se aproximou dela e segurou no tambor da arma lutando com a vítima. “O revólver virou em direção dela e disparou. Foi tudo muito rápido”, disse

Após o crime, foi para a BR-080, pegou carona com um caminheiro e foi para Rochedo. Dois dias depois se apresentou na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e foi liberado, mas teve a prisão preventiva decretada, ficou 3 meses preso até conseguir a liberdade provisória.

Segundo o policial, o revólver calibre 38 usado no crime era seu e ficava escondido em cima do colchão, embaixo do edredom.



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