Prédio de 26 andares na Nelly Martins deve aumentar trânsito no Autonomista
Projeto com 96 unidades e área comercial pressiona mobilidade e serviços
Um novo empreendimento imobiliário previsto para a Avenida Nelly Martins, no Bairro Autonomista, deve alterar a dinâmica de uma das regiões mais valorizadas de Campo Grande. Com 96 apartamentos, uma unidade comercial e estrutura de alto padrão, o chamado Residencial Chácara Vitrini aposta na verticalização de uma área já consolidada, mas traz junto uma série de impactos urbanos que vão além da obra em si.
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O projeto será implantado em um terreno de pouco mais de 3,1 mil metros quadrados e prevê uma torre com 26 pavimentos, incluindo dois subsolos de garagem, área de lazer no térreo e cobertura. Voltado para famílias com renda mais elevada, o empreendimento reforça uma tendência de transformação do perfil do bairro, tradicionalmente residencial, com ocupações horizontais.
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Conforme o próprio EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança), elaborado para viabilizar a aprovação do projeto, reconhece que a construção vai provocar aumento permanente da população na área. Esse crescimento ocorre em um cenário curioso: os bairros Autonomista e Santa Fé, que fazem parte da área de influência, registraram queda populacional nos últimos anos.
Ainda assim, a chegada de novos moradores deve pressionar a infraestrutura existente, especialmente serviços públicos e mobilidade. O trânsito aparece como um dos principais pontos de atenção.
O acesso ao prédio será concentrado pela Avenida Nelly Martins, uma via já movimentada, e o projeto prevê mais de 200 vagas de garagem, o que indica forte dependência de veículos particulares.
Esse estudo aponta aumento no fluxo, sobretudo em horários de pico, com potencial de sobrecarga no sistema viário do entorno. Embora o documento destaque que a região conta com rede de água, esgoto, energia e drenagem já implantadas, isso não elimina os impactos.
Do ponto de vista ambiental, o empreendimento está inserido em uma zona que exige controle de permeabilidade do solo e convive com áreas de interesse ambiental nas proximidades. O estudo aponta necessidade de manter parte do terreno permeável e prevê impactos como retirada de vegetação, geração de poeira, ruído e aumento da circulação de caminhões durante a fase de obras.
As obras ainda não têm data para começar, mas a previsão é que sejam iniciadas no primeiro semestre de 2027, com duração de cerca de dois anos.
A discussão do projeto com a população está prevista para ocorrer em audiência pública no dia 5 de maio, às 18h, na sede da Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano), com transmissão pela internet. Antes disso, moradores podem enviar sugestões e contribuições entre os dias 8 e 30 de abril.
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