Prefeita diz que receberá hoje primeiro relatório da intervenção no transporte
Reunião foi marcada para o fim da tarde; juiz quer relatórios quinzenais

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou esta manhã que receberá hoje o primeiro relatório técnico elaborado pela equipe responsável pela intervenção no Consórcio Guaicurus. O documento também será encaminhado ao Poder Judiciário, conforme determinação da decisão que autorizou a intervenção na concessionária responsável pelo transporte coletivo da Capital.
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Segundo a prefeita disse, durante evento marcando início de mutirão de cirurgias no Hospital do Pênfigo, a administração municipal realiza reuniões semanais com a equipe de intervenção e o comitê criado para acompanhar os trabalhos. "Todas as terças-feiras nós temos uma reunião com a equipe de intervenção e com o comitê que foi criado para essa pauta. Hoje, no final do dia, eles vão apresentar o relatório. Será o mesmo relatório enviado ao Poder Judiciário", afirmou.
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Adriane explicou que este será o primeiro conjunto de informações técnicas produzido desde o início da intervenção e que o documento deve trazer um panorama inicial sobre a situação da concessão. O juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Eduardo Trevisan, determinou que, a cada 15 dias, sejam apresentados “relatórios pormenorizados sobre o andamento da intervenção, contendo informações sobre as diligências realizadas e medidas tomadas.”
"Hoje serão repassados os primeiros dados técnicos das avaliações feitas nos últimos dias. É o primeiro relatório que nós vamos receber. A partir dele, acredito que teremos uma visão maior do que está acontecendo, dos motivos da falta de investimentos e das demais situações ocorridas durante essa concessão", declarou.
A intervenção no Consórcio Guaicurus foi determinada pela Justiça após uma série de questionamentos sobre a qualidade do serviço prestado à população, a renovação da frota e o cumprimento das obrigações previstas no contrato de concessão. A condição financeira das empresas também foi apontada na petição de uma ação popular que culminou na ordem judicial para a intervenção no serviço.
Logo após assumir a função, o interventor-geral, o advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, informou à reportagem que um diagnóstico mais amplo da situação da concessionária seria apresentado aproximadamente um mês após o início dos trabalhos. Segundo ele, a equipe analisa documentos da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Transporte Coletivo, além de informações sobre o funcionamento das empresas integrantes do consórcio, incluindo receitas, despesas e investimentos.
A intervenção tem duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada caso haja necessidade, conforme prevê a legislação. Segundo a assessoria da Prefeitura, a reunião ocorrerá a portas fechadas.

