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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

02/06/2014 16:12

Prefeitura só tem 5 viaturas para fiscalizar trânsito e saúde

Lidiane Kober
Sem viaturas, fiscais sanitários e de trânsito só farão expediente interno (Foto: Divulgação/Agetran)Sem viaturas, fiscais sanitários e de trânsito só farão expediente interno (Foto: Divulgação/Agetran)

Alegando falta de comunicado oficial, a Prefeitura de Campo Grande não abriu rodada de negociação e os fiscais de trânsito e da vigilância sanitária vão continuar de braços cruzados nos escritórios por tempo indeterminado.

Eles cobram indenização de transporte por usar veículos particulares no trabalho. Os 57 agentes de trânsito têm duas viaturas e os 80 agentes sanitários contam com três em condições de uso para fiscalizar toda a cidade.

As informações são do presidente do Sindafis (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Fiscalização da Prefeitura Municipal de Campo Grande), Natalício Gonçalves de Almeida. Conforme ele, a ordem é trabalhar com as viaturas disponíveis. A decisão saiu em assembleia, no dia 20.

“Mandamos ofício ao gabinete do prefeito (Gilmar Olarte) e oferecemos cinco dias úteis para nos apresentar uma proposta. Como não obtivemos resposta, decidimos trabalhar com o que temos”, relatou.

Dessa forma, apenas duas viaturas da Agetran (Agência Municipal de Trânsito) estão nas ruas e três da vigilância sanitária. “Os demais servidores vão cumprir expediente interno”, informou Natalício.

Até agora, o secretário municipal de Administração, Rodrigo Pimentel, não foi comunicado oficialmente da paralisação. “Fiquei sabendo da greve pela imprensa, não informaram a gente”, garantiu. Ele, no entanto, adiantou estar aberto ao diálogo.

Diretor-presidente da Agetran, Jean Saliba conversou com uma equipe de fiscais no final da manhã desta segunda-feira (2). “Ninguém falou em greve comigo”, disse. “O que cobraram foi viaturas e uniformes para trabalhar, o que acho justo”, emendou.

Ele, porém, frisou que a solução não está em suas mãos. “Por mim resolvia o problema ontem, mas não temos nenhum processo de licitação aberto para adquirir viaturas, precisamos respeitar o trâmite burocrático”, ponderou. Salida destacou ainda que quatro carros "estão para chegar" a fim de reforçar a frota.

A revolta da categoria, conforme a agente Eliane Santos, é trabalhar com os veículos próprios sem receber qualquer tipo de ajuda financeira. “A prefeitura nos prometeu ajuda de custo, prometeu a indenização de transporte, mas, até agora, nada”, lamentou.

De acordo com o presidente do sindicato, a Vigilância Sanitária precisaria no mínimo de 10 novas viaturas e os fiscais de trânsito de 15 para dar conta do serviço. “Estamos aguardando alguém da prefeitura para abrir a negociação”, disse.

Procurado, o secretário municipal de Saúde, Jamal Salém, pediu, primeiro, meia-hora para se manifestar, depois, mais 30 minutos e, na terceira tentativa, não atendeu mais a ligação da reportagem.

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