A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

13/11/2014 10:51

Professores decidem manter greve e cobrar reajuste na Justiça

Edivaldo Bitencourt e Ludyney Moura
Professor em greve segura adesivo durante assembleia na ACP (Foto: Marcos Ermínio)Professor em greve segura adesivo durante assembleia na ACP (Foto: Marcos Ermínio)

Os professores decidiram, em assembleia geral na manhã de hoje (12), manter a greve iniciada há uma semana e ir à Justiça para cobrar o reajuste salarial de 8,46%. A paralisação começou na quinta-feira passada e conta com a adesão de 67% das escolas, segundo a ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública).

Pela primeira vez, os professores mostraram-se divididos sobre a continuidade da greve. No entanto, apenas uma minoria defendeu o fim da paralisação e a publicação de uma carta aberta à população, com críticas ao prefeito Gilmar Olarte (PP) por não cumprir a lei aprovada em dezembro de 2012.

Pela lei, a prefeitura elevaria o salário inicial da categoria para uma jornada de 20 horas ao valor do piso nacional, de R$ 1.697. A última etapa previa o reajuste em outubro deste ano, mas o prefeito não concedeu porque o município não dispõe de recursos em caixa.

Além de manter a paralisação, os professores decidiram ir à Justiça para cobrar o reajuste. Ontem, eles até decidiram aceitar o reajuste parcelado, em quatro vezes, mas a Prefeitura descartou o pedido.

Na manhã de hoje, uma comissão foi ao Paço Municipal, mas não foi recebida pelo prefeito. Um assessor de Olarte informou que ele só volta a conversar com a categoria após o fim da greve.

Com a manutenção da greve, os estudantes da Rede Municipal de Ensino vão ter aulas em janeiro e férias mais curtas no início do próximo ano.

Os professores também pretendiam ir à Câmara Municipal, onde iriam realizar novo protesto. No entanto, a sessão foi suspensa em decorrência da morte do poeta Manoel de Barros.

À tarde, os docentes vão fazer panfletagem nas escolas, terminais de ônibus e na Avenida Afonso Pena. “A culpa não é do legislativo, é do prefeito que não quer cumprir a lei”, destacou o presidente da ACP, Geraldo Alves Gonçalves.

“Professor não gosta de greve, mas nosso direito não pode ser prejudicado “, afirmou o sindicalista.

Esta é a primeira greve na educação pública da Capital em 14 anos. Na última realizada no ano 2000, o então prefeito, André Puccinelli (PMDB) fechou um acordo e não prejudicou o ano letivo.

Terminal rodoviário de Campo Grande oferece cartões de Natal gratuitos
A rodoviária de Campo Grande, mais um ano, oferece gratuitamente cartões de Natal gratuitamente para os passageiros que passarem pelo local até o pró...
Universidade do MS recebe certificação de excelência em gestão
Será recebida pela UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) em solenidade que acontece na próxima segunda-feira (18) o certificado de excelência em ges...
Águas Guariroba continua com campanha de renegociação de dívidas
Vai até o dia 29 deste mês a campanha "Fique em Dia", realizada pela Águas Guariroba para renegociar as dívidas que os consumidores têm com a empresa...
Prefeitura e TJ prorrogam renegociação de dívidas ajuizadas até 3ª
O programa de refinanciamento de dívidas da Prefeitura de Campo Grande foi prorrogado até o dia 19 de dezembro, a próxima terça-feira, no Centro de C...


Como pode se exigir que as pessoas cumpram as Lei, se o Prefeito não quer cumpri-la.
 
xiko em 13/11/2014 15:17:17
Esses professores não estão pensando nos alunos que estão sendo prejudicados, eles tem direito sim, mais deviam pensar um pouco nos alunos que ficaram muito tempo sem aula esse ano.
 
graci em 13/11/2014 12:01:01
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions