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Campo Grande, Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

05/08/2017 09:54

Revitalização da Ernesto Geisel sai do papel este ano, garante Prefeitura

A previsão é de que ainda este semestre sejam iniciadas as três etapas da obra na avenida que fica cada vez mais perigosa

Lucas Junot
Buracos e alta velocidade transformam via em riscoBuracos e alta velocidade transformam via em risco

Tomada por buracos, cenário de inúmeros acidentes, a Avenida Ernesto Geisel, que liga as regiões Norte e Sul da Capital, deverá ser revitalizada ainda este ano. Projeto para recuperar a avenida deve sair do papel depois de seis anos, segundo a Prefeitura de Campo Grande.

A proposta de revitalização da avenida teve seis anos de planejamento e chegou a ser licitada e até iniciada em 2012, ao custo de R$ 68 milhões, ainda na gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad, terminou interrompida no ano seguinte, após a posse do prefeito cassado, Alcides Bernal (PP), quando a construtora que deveria realizar a obra acabou sendo desligada do projeto.

Desde então foram muitas as promessas de retomada, sendo que a última ordem de licitação foi lançada em março de 2015, sob a administração de Gilmar Olarte e com a promessa de ser dividida em seis etapas.

No último dia 20 de julho, sete das 33 propostas encaminhadas para fazer a obra de revitalização na Avenida Ernesto Geisel foram consideradas inabilitadas pela administração municipal, conforme publicado no Diário Oficial de Campo Grande.

A obra está dividida em três lotes e 15 empresas de cinco estados apresentaram interesse em fazer a revitalização. No primeiro lote quatro empreiteiras estão inabilitadas, no segundo lote uma e o terceiro duas.

Na primeira etapa, entre as ruas Santa Adélia e Abolição, cujo teto de custo é de R$ 15,1 milhões, treze empresas entregaram documentação à comissão permanente de licitação, em reunião realizada na prefeitura. As empreiteiras ACR Construtora de Obras LTDA EPP; Coteg Construções e Gabiões LTDA; FBS Construção Civil e Pavimentação S.A; e Pactual Construções LTDA foram declaradas Inabilitadas.

Na segunda etapa, entre as ruas Abolição e Bom Sucesso, cujo o teto é de R$ 25,1 milhões, oito empresas entregaram documentação e apenas a FBS Construção Civil e Pavimentação S.A foi considerada inabilitada.

A última etapa da obra despertou interesse em 13 empresa, o teto para investimento é de R$ 15,7 milhões. As empreiteiras FBS Construção Civil e Pavimentação S.A e ACR Construtora de Obras LTDA EPP foram declaradas Inabilitadas.

Questionada pela reportagem, a prefeitura de Campo Grande disse em nota que as empresas apresentaram recursos das inabilitações e a partir da próxima semana começa a análise da documentação. “Concluída esta etapa, ocorrerá a abertura das propostas habilitadas. O passo seguinte é a homologação do resultado”.

“A administração municipal planeja iniciar as obras dos três lotes ainda neste semestre. Para tanto, já viabilizou parceria com o Governo do Estado, para assegurar a contrapartida de R$ 900 mil, recurso necessário ao cumprimento das etapas de serviços deste ano”, diz a nota.

Os sete quilômetros da via, ao longo do Rio Anhanduí, são considerados como um dos trechos mais violentos da Capital. Sem guard rail, sinalização e redutores de velocidade, a avenida foi a segunda com maior número de acidentes em Campo Grande, no ano passado, com 254 ocorrências de janeiro até dezembro. Em pelo menos três deles, cinco pessoas morreram.

Outra situação grave é que o rio Anhanduí ainda recebe muito do esgoto e lixo que é produzido na cidade. O curso d’água também cobre seu “espaço” natural com erosões, que ao poucos invadem as pistas em diversos pontos.

A casa de Jean chegou a ser invadida por um veículo que perdeu o controle (Foto: Direto das Ruas)A casa de Jean chegou a ser invadida por um veículo que perdeu o controle (Foto: Direto das Ruas)
Em outro acidente um veículo ficou completamente destruído depois que o condutor perdeu o controle (Foto: Direto das Ruas)Em outro acidente um veículo ficou completamente destruído depois que o condutor perdeu o controle (Foto: Direto das Ruas)

Amauri de Moraes, 43 anos, proprietário de uma borracharia na Ernesto Geisel conta que carros e motos trafegam em alta velocidade na via, ampliando o risco de acidentes.

“Se não forem fazer nada, que pelo menos coloquem guard rail e redutores de velocidade aqui”, pontua.

Marcos Antonio, de 45 anos, há quatro anos administra uma mecânica de motos e diz que só viu a situação se agravar ao longo do tempo.

“A gente vê os buracos aumentando e todo o resto continua igual”, declarou.

Há 20 anos a frente de uma tapeçaria na avenida, Francisco Rodrigues, de 39 anos, já não acredita em melhorias. “Esse tempo todo e tudo o que a gente vê é taparem buracos. Entra prefeito e sai prefeito e a enxurrada continua agravando a situação, o córrego assoreando e os carros andando em alta velocidade. Nem redutores de velocidade ou sinalização colocam aqui”, avalia.

Há dois anos, um acidente grava assustou a família de Jean Souza, de 39 anos. Ele mora logo depois de uma curva acentuada na avenida, entre as ruas São Roque e Xavier de Toledo. Em alta velocidade um carro perdeu o controle e bateu no muro de sua casa.

Pouco tempo depois, outro veículo invadiu a casa da vizinha e atingiu uma criança que brincava no quintal.

Este ano um carro perdeu o controle na mesma curva e caiu dentro do córrego.

“Além da ausência de sinalização, redutores de velocidade e guard rail, a situação da pista é outro agravante. Ela está toda ondulada, os carros saem da curva em alta velocidade e praticamente rampam no asfalto, perdendo o controle. A gente vê isso aqui direto”, alerta.

Darci Alves, vendedor de 43 anos, trabalha no local há seis meses, mas conhece a região há anos. “A gente já ouviu falar dos projetos pra avenida, mas não sabemos se de fato vão fazer. Não faz sentido estarmos em uma área quase central, em frente a um shopping e isso aqui estar em completo abandono”, lamenta.

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