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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Janeiro de 2018

07/03/2014 09:34

Samu nega socorro e criança de 8 anos chega morta ao posto, diz família

Viviane Oliveira e Alny Mary Dias
Robson, pai da criança, diz que revolta o critério de de seleção do Samu. (Foto: Marcos Ermínio) Robson, pai da criança, diz que revolta o critério de de seleção do Samu. (Foto: Marcos Ermínio)

A família do menino Heber Caio Romero, 8 anos, que morreu nesta madrugada por conta de uma reação alérgica, reclama que o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), negou socorro e a criança já chegou morta no Centro Regional de Saúde do Bairro Tiradentes.

De acordo com o pai do garoto, Robson Silva Ribeiro, 38 anos, na terça-feira de Carnaval (4), Heber torceu o joelho esquerdo jogando bola com os irmãos no quintal de casa no bairro Vivendas do Parque, em Campo Grande. Além de Heber, Robson tem mais sete filhos.

Alegando não ter condições de levar o menino ao médico, o pai contou que a mãe partiu a metade de um comprido Torsilax - combinação de relaxante muscular, anti-inflamatório e analgésico - e deu para a criança.

Por conta disso, no dia seguinte o menino amanheceu com uma reação alérgica ao medicamento, teve calombos roxos pelo corpo e inchaço na lesão da torção.

Robson, que trabalha como segurança, contou que na madrugada de hoje estava trabalhando, quando a mulher ligou por volta das 3h30 dizendo que o filho havia piorado. “Desesperada, a minha esposa acionou o Samu e explicou a situação da criança, mas eles disseram que o caso não era grave e por conta disso não podiam fazer o transporte”, diz Robson.

A mulher então começou a bater de porta em porta, quando um vizinho colocou a criança no carro a levou para o Centro de Saúde 24 horas do bairro Tiradentes. “Ele chegou morto na unidade”, contou. Segundo ele, o que mais revolta é o critério de seleção do Samu.

O coordenador do Samu, Luiz Antônio Costa, informou que só irá se manifestar através da assessoria de imprensa. Ele disse que ia encaminhar a documentação para que os dados da ocorrência fossem divulgados à imprensa. 

O Campo Grande News entrou em contato com a assessoria de imprensa da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) por telefone e email e aguarda resposta.

Criança foi levada para Imol na manhã desta sexta-feira (Foto: Marcos Ermínio)Criança foi levada para Imol na manhã desta sexta-feira (Foto: Marcos Ermínio)


Acredito na versão da Mariana Carvalho.
Um dia estava no Posto Coronel Antonino fazendo companhia para meu avô
que estava tomando soro quando chegou um bêbado em uma maca trazido pelo SAMU.
Tiveram que amara-lo na maca com faixas que foram disponibilizadas pelas enfermeiras,
quando ele acordou começou a xingar as médicas e enfermeiras dos piores nomes possíveis.
 
Henrique Vilalva da Silva em 07/03/2014 23:33:35
Neste momento triste, é preciso orações por esta família, porém, reflexões são necessárias:

- Procede a informação de número tão reduzido de ambulâncias funcionando, para uma capital de quase um milhão de habitantes?( três?).
- É correto imputar 100% de culpa à equipe do SAMU, uma vez que não sabemos a gravidade dos demais pacientes que chamavam naquele momento?
- Não podemos afirmar com certeza, mas, de fato, existe grande chance do óbito ter ocorrido devido a tão famigerada automedicação. Ideal é que as equipes de saúde da família, contassem com farmacêuticos, para orientar as pessoas no que diz respeito às "sobras de medicamentos que as pessoas têm em suas casas que terminam causando mortes como as do Heber. Na bula do Torsilax diz: "Contra indicado para menores de 14 anos.
 
Sebastião Renato da Costa oliveira em 07/03/2014 16:23:59
Trabalhei na Sesau por 9 anos, fiz plantões em postos 24 hs por uns 8 anos, e vi muitos casos de pessoas chegando ao posto a pé, com dores lancinantes e praticamente se arrastando, porque foram informados pelo samu que o caso não era urgente e não poderiam priorizar. Em compensação também cansei de ver ambulância do samu sendo movida para fazer recolhimento de bêbados nas ruas. Nunca consegui entender o tipo de critério usado pelos atendentes. Como priorizar um atendimento. Como saber o que é realmente emergência ou não? Não há como, na dúvida, deveria se levar em conta o grau de desespero de quem está do outro lado da linha. Como medir a dor de outra pessoa? Não há treinamento pra isso...
 
Mariana Carvalho em 07/03/2014 12:12:04
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