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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Abril de 2019

26/12/2018 14:16

Sem velório, família se despede de costureira morta pela sobrinha

Com o caixão fechado, resultado das lesões do acidente, Ivonete será sepultada às 14h30, no Cemitério do Cruzeiro, em Campo Grande

Geisy Garnes e Viviane Oliveira
Corpo de Ivonete foi recolhido pelos agentes da funerária e levado para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) (Foto: Direto das Ruas)Corpo de Ivonete foi recolhido pelos agentes da funerária e levado para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) (Foto: Direto das Ruas)

Uma despedida simples, com a última homenagem em forma de oração minutos antes do enterro, foi assim que a família de Ivonete Pache Stephan, 56 anos, decidiu dar último adeus à costureira, atropelada e morta pela própria sobrinha na madrugada do dia 25 de dezembro, na Vila Fernanda.

Com o caixão fechado, resultado das lesões do acidente, Ivonete será sepultada às 14h30, no Cemitério do Cruzeiro, em Campo Grande. Foram os ferimentos também, que impediam as filhas da costureira de verem a mãe depois de morta.

“Por uma questão de humanidade não deixaram as filhas verem ela”, contou um dos parentes da vítima. Ao Campo Grande News, o familiar, um professor de 45 anos, lembrou que no dia do acidente as duas filhas de Ivonete não estavam na ceia com o resto da família.

Ainda segundo o professor, em um primeiro momento, os filhos da vítima receberam a notícia da morte com revolta, mas agora, só pede para que a prima, a diarista Pryscilla Stephan da Silva, de 38 anos, faça um tratamento para alcoolismo. “Ele é alcoólatra, Está todo mundo em estado de choque. Só queremos que ela vá fazer um tratamento”.

Pryscilla Stephan estava presa desde a madrugada de ontem, mas foi liberada nesta manhã após passar por audiência de custódia. Para a reportagem, a advogada Herika Ratto afirmou que a cliente tinha a tia como uma mãe e por isso está abalada com o acidente. “Isso poderia ter acontecido com a mãe dela também, porque estavam as duas na janela, tentando impedir que ela saísse”.

Briga – Conforme o parente, a briga que resultou no acidente começou porque mesmo bêbada, Pryscilla queria sair de carro para buscar o filho. Segundo ele, a diarista estava aprendendo a dirigir e junto com o marido comprou dois veículos, um Gol e o Ford Fiesta usado no atropelamento.

Para conseguir usar Fiesta, o marido de Pryscilla tirou a bateria do Gol da mulher e instalou no seu. Durante a ceia então, a diarista insistiu em ir buscar o filho a três quadras de carro, o que acabou em discussão. “Como ele não deixou pegar o carro dela, ela queria trocar as baterias, eles brigaram e ela entrou no Fiesta. Foi quando tudo aconteceu”, contou o familiar.

Tanto a mãe quanto a tia tentaram impedir, pois Pryscilla havia bebido, mas ela arrancou com o carro de marcha à ré e na sequência acabou atropelando e jogando a tia contra o portão. Ivonete morreu no local. A autora foi submetida ao teste de alcoolemia e o resultado foi de 0,58 miligramas de álcool por litro de sangue.



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