A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

02/08/2018 06:25

Servente que matou por disputa de território no tráfico de drogas vai a júri

João Carlos foi assassinado durante a “maior onda de homicídios” registrada em julho de 2014

Danielle Valentim
João foi atingido por três tiros e morreu no Hospital Regional. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)João foi atingido por três tiros e morreu no Hospital Regional. (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Depois de quatro anos do crime, o servente de pedreiro Tony Roger Ayala Barthman, de 22 anos, será julgado na manhã desta quinta-feira (2) por matar a tiros João Carlos Chaves dos Santos. O crime teria sido motivado por disputa de gangues e território na venda de drogas. A vítima foi assassinada durante a “maior onda de homicídios” registrada em julho de 2014.

Segundo o Ministério Público, o crime aconteceu por motivo torpe, devido à disputa de gangues e venda de entorpecentes, pois o acusado queria se livrar da vítima para ter controle exclusivo da região. Além disso, o crime teria sido cometido com recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o autor chegou sacando a arma e atirando.

A promotoria reiterou, ainda, que Tony portava há oito meses, uma arma de fogo de uso permitido, tipo revólver, calibre 38, mas sem autorização e em desacordo com determinação legal.

O MP, por fim, acusou Tony pelos crimes de homicídio e porte arma, mas pediu o afastamento da qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima.

A defesa pediu a absolvição do acusado com relação ao crime do porte de arma, em razão do princípio da consunção, ou seja, aplicável nos casos em que há uma sucessão de condutas e que o crime final absorve o crime do meio, bem como o afastamento das qualificadoras.

No entanto, o juiz titular da vara, Carlos Alberto Garcete de Almeida, aceitou a denúncia do MPE e pronunciou o réu por homicídio doloso por motivo torpe e também pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

O crime - O crime aconteceu no dia 27 de julho de 2014, por volta da 17 horas, na Rua Engenheiro Edno Machado, no Jardim Santa Emília. A vítima estava com dois amigos circulando em seu veículo pelo bairro, quando parou para conversar com uma mulher.

Nesse momento Tony conduzindo outro veículo, parou em frente à vítima e, do interior do automóvel, estendeu o braço pela janela disparou seis vezes contra João, que foi atingido por três projéteis. Os amigos de João o levaram ao Hospital Regional, na tentativa de socorrê-lo, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Outro caso - Um ano depois do assassinato de João Carlos, Tony teria se envolvido na morte de Lyniker Castro de Figueiredo, na época com 19 anos, no Bairro Guanandi. A hipótese foi levantada após Tony ser preso pela Polícia Civil por tráfico de drogas no Jardim São Conrado. No entanto, o julgamento desta manhã não tem relação.

Suspeito de homicídio no Guanandi é preso por tráfico de drogas no São Conrado
A Polícia Civil prendeu ontem (14) Tony Roger Ayala Barthman, 19 anos, por tráfico de drogas no Jardim São Conrado, em Campo Grande. Ele é suspeito d...
Dupla em Uno vermelho mata jovem de 19 anos com dois tiros no Guanandi
Uma dupla que transitava em um Fiat Uno vermelho assassinou Lyniker Castro de Figueiredo, 19 anos, no Bairro Guanandi, em Campo Grande, na noite de o...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions