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Capital

Só um era alvo, diz delegado sobre execução de gêmeos após prisão de suspeito

O crime aconteceu no dia 25 de setembro do ano passado, numa quitinete localizada na Rua Domingos Giordano

Por Viviane Oliveira | 09/03/2021 09:26
Irmãos foram mortos enquanto dormia em um cholcão na sala (Foto: reprodução/ redes sociais) 
Irmãos foram mortos enquanto dormia em um cholcão na sala (Foto: reprodução/ redes sociais) 

Preso por furto desde o dia 24 de dezembro do ano passado no Instituto Penal de Campo Grande, homem de  37 anos foi reconhecido por uma testemunha como autor do duplo homicídio dos gêmeos Alexandre Muller Passos e Rafael Muller Passos, 31 anos, executados com tiros de pistola 9 mm (milímetros). O comparsa dele ainda não foi preso.

Os gêmeos foram mortos enquanto dormiam, na noite do dia 25 de setembro do ano passado em quitinete, na Rua Domingos Giordano, no Bairro Mata do Jacinto, em Campo Grande. Ele foi conduzido ontem à delegacia e indiciado pelo crime.

Segundo o delegado Ricardo Meirelles, responsável pela investigação, a execução aconteceu depois que um dos gêmeos passou a vender drogas e teve um desentendimento com o suspeito, traficante conhecido na região do bairro onde os gêmeos viviam.

No dia do crime, ao chegar na quitinete, em companhia de outro suspeito, e descer da moto (Titan, de cor vermelha), o autor encontrou a testemunha e chegou a cumprimentá-la. Foi essa testemunha, dependente químico e que já havia comprado droga do autor, que o reconheceu, sem sombras de dúvida, como autor do duplo homicídio.

A dupla foi filmada entrando na quitinete onde os irmãos moravam. Apenas um deles era alvo, mas como eram gêmeos idênticos, o autor acabou atirando nos dois. "Eles pegaram o as vítimas dormindo e atiraram nos dois", disse o delegado. Além do duplo homicídio, o suspeito tem passagens por vários furtos e tráfico de drogas.

A perícia indicou que 13 tiros atingiram as vítimas, que eram de Manaus (Amazonas). Em Campo Grande, um trabalhava em um supermercado e o outro fazia “bicos”. Segundo o registro policial, Rafael foi morto com sete tiros, um na região do pescoço, dois  no tórax, dois na perna direita, um embaixo das axilas e um no punho lado esquerdo. Alexandre foi assassinado com aproximadamente seis tiros, um em cada perna na altura da coxa, dois nos braço esquerdo e dois nas nádegas. O autor foi indiciado por homicídio qualificado e não teve o nome divulgado pela polícia.

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