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Capital

Tapeceiro que matou colega com facada no peito é condenado a 10 anos de prisão

Crime aconteceu no dia 19 de setembro de 2022, após uma discussão entre os homens que usavam droga juntos

Por Ana Paula Chuva | 17/04/2024 14:06
Corpo de Eder sendo periciado no local onde caiu morto, após ser esfaqueado (Foto: Ana Beatriz Rodrigues | Arquivo)
Corpo de Eder sendo periciado no local onde caiu morto, após ser esfaqueado (Foto: Ana Beatriz Rodrigues | Arquivo)

Leonardo Diego Fagundes Lourenço, 33 anos, tapeceiro, foi condenado a 10 anos de prisão por matar com facada no peito Eder Benites Calil, o "Magrão". O crime aconteceu no dia 19 de setembro de 2022, na Rua Texaco, Bairro Jóquei Club, em Campo Grande, após uma discussão entre os homens que usavam drogas junto com uma mulher.

O autor foi preso em flagrante, horas depois do crime por equipe do GOI (Grupo de Operações e Investigações) da Polícia Civil. Ele foi identificado por conta de um boné encontrado no local onde Eder foi morto. Leonardo foi capturado em uma rua na Vila Nhanhá e alegou que esfaqueou a vítima por ter sido agredido por ela semanas antes.

Conheci como “Buguinho da Nhanhá”, o tapeceiro foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) dez dias depois do crime. No documento, afirma que o homicídio foi cometido por motivo torpe e que a autoria e a materialidade estavam evidenciadas.

O acusado sentou no banco dos réus da 2ª Vara do Tribunal do Júri na manhã desta quarta-feira (17). Na ocasião, a defesa de Leonardo sustentou as teses de negativa de autoria e afastamento da qualificadora do motivo torpe.

Por maioria de votos, o Conselho de Sentença decidiu afastar a qualificadora e condenar o acusado por homicídio simples. A sentença de dez anos e seis meses de prisão em regime fechado é assinada pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos.

O caso - Conforme a polícia, a vítima estava na Rua da Primavera quando foi atingida pela facada. Magrão correu pela Rua Texaco e acabou caindo, após pedir socorro, em frente a um comércio na Avenida das Bandeiras. Equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada, mas quando chegou ao local o homem já estava morto.

Polícia Civil e Perícia Técnica também foram acionadas. Na época, o delegado Alberto Carneiro disse que aparentemente o homem levou três facadas, sendo a principal na região do tórax. No bolso foi encontrado um cachimbo utilizado por usuários de drogas e o tênis da vítima na Rua Texaco. Ele estava sem documentos e foi identificado depois.

Vídeo de câmera de segurança registrou Eder ferido correndo pedindo ajuda e caindo em frente a um comércio na Avenida das Bandeiras. Ele morreu antes de o socorro chegar.

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