ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
JULHO, SÁBADO  11    CAMPO GRANDE 25º

Capital

TJ nega pedido de primo de Jarvis Pavão para anular operação Successione

Nesta semana, Justiça decretou a prisão do ex-deputado Neno Razuk

Por Aline dos Santos | 11/07/2026 16:18
TJ nega pedido de primo de Jarvis Pavão para anular operação Successione
Arte inspirada nas cartelas tradicionais do jogo do bicho (Foto: Reprodução dos autos de processo)

A 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou pedido para anular a Operação Successione, que investiga crimes de organização criminosa, roubo, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e exploração do jogo do bicho.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou pedido para anular a Operação Successione, que investiga crimes de organização criminosa, roubo, corrupção e jogo do bicho. A defesa de Jhonatan Grance, primo do traficante Jarvis Pavão, alegou violação ao princípio do promotor natural pela atuação exclusiva do Gaeco. O TJ rejeitou o argumento, afirmando que grupos especializados podem atuar quando há designação formal e pedido dos promotores naturais.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça de sexta-feira (dia 10). Nesta semana, a Justiça decretou a prisão do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho (PL), o Neno Razuk, que é alvo da operação desde 2023 e já tem uma condenação em primeira instância à pena de 15 anos e 7 meses.

No habeas corpus criminal levado ao TJMS, a defesa de Jhonatan Gimenez Grance alegou a nulidade da ação penal por violação ao princípio do promotor natural. Ele é primo do megatraficante Jarvis Pavão, conhecido como “Barão da Droga” e que acumula pena de 70 anos.

A defesa sustentou que a atuação acusatória teria sido exercida exclusivamente por membros do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), braço do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), sem participação efetiva dos promotores naturais com atribuição perante a Vara Criminal competente.

Conforme a decisão, a existência do princípio do promotor natural não impede a atuação de grupos especializados do Ministério Público quando ela decorre de previsão normativa interna, pedido de apoio formulado pelos promotores naturais e designação formal pela chefia institucional.

“A atuação do Gaeco/MPMS na ação penal originária decorre de pedido de apoio formulado pelas Promotorias de Justiça com atribuição perante a Vara Criminal competente, para atuação em todas as fases da persecução penal, e de designação formal pelo Procurador-Geral de Justiça mediante portaria publicada no Diário Oficial”.

Segundo o TJ, a ausência física dos promotores naturais em audiência não gera nulidade quando membros do Gaeco estão formalmente designados para atuar em todas as fases da persecução penal.

A defesa afirmou ao Campo Grande News que seguirá buscando a Justiça. "E, por isso, recorreremos da decisão aos tribunais superiores. Jhonatan é empresário e não tem qualquer relação com os fatos investigados", afirma o advogado Luiz Renê Gonçalves do Amaral.

Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.