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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

31/07/2012 14:15

Tráfico na região do Tiradentes é problema recorrente para a Polícia

Mariana Lopes
Bar onde funcionava boca de fumo virou abrigo para viciados e moradores de rua (Fotos: Pedro Peralta)Bar onde funcionava boca de fumo virou abrigo para viciados e moradores de rua (Fotos: Pedro Peralta)

O problema relacionado à droga no bairro Tiradentes, onde um muro virou ponto frequentado por dependentes químicos, se espalha por praticamente o bairro todo, até chegar ao Dalva de Oliveira II. Percorrendo as ruas da região, os investigadores da 4ª Delegacia de Polícia apontavam os locais certeiros onde a droga rola sem medida, mas onde também os traficantes tomam todo o cuidado para fugirem dos flagrantes.

“É muito difícil a gente encontrar grande quantidade de droga nas bocas, geralmente eles enterram em algum lugar próximo e ficam com uma porção que caracterize apenas consumo pessoal”, explica um dos investigadores da Polícia Civil.

Para fazer o flagrante, eles contam que precisam antes ficar de campana no local para pegar primeiro algum usuário comprando e depois bater na boca, com provas da comercialização de droga.

No Tiradentes, assim como em várias regiões de Campo Grande, a comercialização e o uso de entorpecentes causa consequências para o bairro todo. A grande quantidade de furtos, por exemplo, se tornou um problema para os moradores e para a polícia.

Ao percorrer algumas ruas de lá, não foi difícil identificar os pontos críticos dos bairros. Enquanto os policiais estavam parados, era comum observar pessoas chegando até as esquinas e dando meia volta. “Com certeza o bairro todo já sabe que estamos aqui. Eles espalham a notícia até chegar às bocas”, comenta um dos investigadores.

A caminho do Dalva de Oliveira II, passamos pela rua do Violino, onde, de acordo com os investigadores, na casa onde não funciona boca de fumo, mora pelo menos dois ladrões.

Na rua estreita, um bar com quatro rapazes sentados na calçada chama a atenção. “É ponto de droga, a molecada fica aí para combinar furtos”, diz o policial.

A poucas quadras do bar, os policiais apontam um sobrado, em uma rua transversal, onde moram dois irmãos, um de 17 e o outro de 13 anos. Eles são famosos na região e nas delegacias por diversas passagens por furto.

O mais velho foi apreendido em Ponta Porã por tráfico de carros e hoje está na Unei. O pai deles também está preso por tráfico de drogas e homicídio. Embora a casa esteja com placa de “vende-se”, os policiais afirmam que é só de fachada, para despistar.

Já no Dalva de Oliveira II, o problema está na rua Francisco Lopes da Silva, no entorno da caixa d’água. Em uma quadra, há oito bocas de fumo, uma ao lado da outra, segundo os investigadores.

Na quadra da caixa d'água, no bairro Dalva de Oliveira II, há pelo menos oito bocas de fumoNa quadra da caixa d'água, no bairro Dalva de Oliveira II, há pelo menos oito bocas de fumo

Já no Dalva de Oliveira II, o problema está na rua Francisco Lopes da Silva, no entorno da caixa d’água. Em uma quadra, há pelo menos oito bocas de fumo, uma ao lado da outra, segundo os investigadores. Os usuários compram a droga lá e vão para o “Murão do Tiradentes”, na rua Oboé, para consumir.

Enquanto a reportagem estava no local, junto com a Polícia, o dia ainda estava claro e carros passavam, chegavam a parar nas casas, mas acabavam indo embora antes de qualquer pessoa descer dos veículos. “Vieram buscar ou entregar droga”, dizem os investigadores.

A algumas quadras da caixa d’água, os policiais mostraram outro caso, talvez um dos maiores do bairro. O nome não foi revelado, pois é figurinha carimbada da polícia, mesmo o traficando tendo várias artimanhas para não ser pego.

“É o maior receptador de produtos de furto. Ele tem ponto aqui, no Nova Lima e no Noroeste, o que ele pega em um ponto, vende na região oposta, e ele também tem loja e conveniência para lavar o dinheiro do tráfico”, explica o investigador.

Embora a polícia conheça todos os pontos e saiba de todas as manobras dos traficantes e dos autores de furtos, o problema está em fazer o flagrante e as rondas.

“Não temos efetivo. A ronda é responsabilidade da Polícia Militar, que também trabalha com limites. A nossa função é investigar o crime depois de cometido. É complicado fazer ronda e prevenir o tráfico com apenas uma equipe para vários bairros”, pontuam os investigadores.

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