Tribunal de Ética suspende OAB de advogado da “Máfia dos Gravatas”
Acusado de transmitir recados do PCC, advogado teve registro suspenso por 12 meses

O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Mato Grosso do Sul) decidiu suspender por um ano Bruno Ghizzi, acusado de fazer parte da chamada “Máfia dos Gravatas”, investigada na Operação Courrier, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O advogado é réu em ação penal por fazer parte de núcleo do PCC (Primeiro Comando da Capital) responsável por transmitir recados de faccionados para demais integrantes da organização criminosa.
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O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-MS suspendeu por um ano o advogado Bruno Ghizzi, réu na Operação Courrier, que investiga a "Máfia dos Gravatas". O profissional é acusado de integrar núcleo do PCC responsável por transmitir mensagens entre membros da organização criminosa. Ghizzi ficou preso por dois anos e foi solto em dezembro de 2023, mediante fiança de R$ 39,6 mil. A investigação do Gaeco revelou que a "Sintonia dos Gravatas" utilizava prerrogativas constitucionais para comunicar recados entre faccionados, incluindo planos de atentados contra um promotor e um juiz da Capital.
O julgamento na OAB aconteceu a portas fechadas na manhã desta sexta-feira (20). Por maioria, a Sétima Turma decidiu pelos 12 meses de suspensão do advogado, que não poderá, portanto, exercer a profissão pelo período. A defesa de Ghizzi ainda irá analisar a possibilidade de recurso, segundo a advogada Rita de Cassia Maciel Franco.
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Bruno Ghizzi foi preso pela Operação Courrier em dezembro de 2021 e ficou recluso por dois anos, quando ganhou o direito de responder ao processo em liberdade. O advogado pagou fiança de R$ 39,6 mil e foi solto no dia 22 de dezembro de 2023. A decisão judicial que o libertou, o proíbe de exercer a advocacia.
O Gaeco apurou na Courrier a existência da “Sintonia dos Gravatas”, célula do PCC na qual advogados valem-se criminosamente de suas prerrogativas constitucionais para transmitirem recados de faccionados presos a outros membros da organização criminosa, inclusive referentes ao planejamento de atentados contra a vida de agentes públicos, dentre os quais um promotor e um juiz da Capital.

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