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Capital

Juiz concede liberdade a dois presos de operação contra PCC e “Gravatas”

Decisão foi publicada no Diário da Justiça desta sexta-feira e mantém a prisão preventiva de “Tio Doni”

Por Ana Paula Chuva | 16/02/2024 13:39
Equipe do Gaeco em um dos endereços alvos da operação em 2022 (Foto: Henrique Kawaminami | Arquivo)
Equipe do Gaeco em um dos endereços alvos da operação em 2022 (Foto: Henrique Kawaminami | Arquivo)

O juiz Márcio Alexandre Wust concedeu liberdade provisória a dois alvos da operação Courrier, deflagrada pelo Gaeco ((Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em março de 2022. A medida, publicada no Diário da Justiça desta sexta-feira (16), contempla Edimar da Silva Santana, o “Arqueiro do PCC”, e Douglas Silva Fonseca. Já Cristhian Thomas Vieira, o “Tio Doni”, teve a prisão mantida.

De acordo com a publicação da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, a prisão foi substituída por medidas cautelares como comparecer mensalmente em juízo, não mentar contato com qualquer pessoa ou corréus de todas as ações penais decorrentes da operação Courrier, não mudar de residência e não se ausentar da cidade sem autorização judicial e comparecer a todos os atos do processo, sob risco de prisão caso descumprimento de qualquer uma das determinações.

Já para o magistrado, a prisão de Christian foi mantida já que a substituição por medidas cautelares seria “inadequada e insuficiente” para garantia da ordem pública. Com isso, Douglas e Edimar tiveram o alvará de soltura expedido, no entanto,  as medidas cautelares ficam suspensas já que ambos estão presos por outros processos.

Em dezembro do ano passado, o advogado Bruno Ghizzi foi solto após pagar fiança de R$ 39 mil. Apesar da liberdade, ele está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica e ficou proibido de exercer a advocacia. O rapaz estava preso desde dezembro de 2021 acusado de atuar junto com o PCC (Primeiro Comando da Capital) repassando informações sigilosas e privilegiadas à facção.

Entenda - No dia 25 de março de 2022, Gaeco e Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), além de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Bope (Batalhão de Operações Especiais) e da Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) foram às ruas da Capital, Dourados, Jardim e Jaraguari para cumprir um total de 38 mandados judiciais, em busca de provas contra os “gravatas” e outros alvos.

Em abril daquele mesmo ano, oito pessoas foram denunciadas por articularem atentados contra juízes e promotores. Além de Bruno, Edimar, Douglas e Christian, estavam na lista as advogadas Paula Tatiane Monezzi e Inaiza Herradon Ferreira, apontadas como as responsáveis por recepcionar e distribuir pelo menos uma das ordens de execução.

Assim como o analista judiciário Rodrigo Pereira da Silva Correa apontado como responsável por atuar no vazamento de informações que tramitavam na 1ª Vara de Execuções Penais enquanto exercia a função de chefe do cartório. E Ed Carlos Rodrigues Dias, também integrante da facção que mantinha contato com os “gravatas”.

Para embasar as acusações, detalhadas em 90 páginas, os promotores do Gaeco juntaram transcrições de grampos telefônicos, dentre outras provas, como bilhetes interceptados em celas de unidades do sistema carcerário de Campo Grande.

Já na segunda fase da operação, deflagrada em março do ano passado, o pai de Bruno Ghizzi, defensor público Helkis Clark Ghizzi foi preso . A investigação apontou indícios de que ele estaria envolvido com a associação criminosa. Em julho do mesmo ano ele pagou fiança de R$ 39,6 mil e foi solto com tornozeleira eletrônica.

Courrier é palavra francesa que na tradução literal para o português significa “correspondência”. O nome da operação faz referência, portanto, ao “leva e traz” de informações de dentro para fora de penitenciárias e vice-versa.

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