Usina de asfalto elevará produção para atender tapa-buraco na Capital
Maquinário está produzindo desde agosto, mas esperava atuação de todas contratadas para fornecer produto

A usina de asfalto instalada no Núcleo Industrial de Campo Grande deve ampliar a produção a partir desta semana para atender às empresas que realizarão trabalhos de tapa-buracos nas ruas da cidade. A Prefeitura mantém contratos e a própria usina também realizou contratações para o serviço.
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A usina de asfalto de Campo Grande amplia sua produção nesta semana para abastecer empresas que realizam serviços de tapa-buracos na cidade. Com capacidade para produzir cento e vinte toneladas por hora, a estrutura retomou as operações em agosto após a locação de um novo equipamento. A prefeitura reservou cerca de quarenta milhões de reais para o programa, que conta com doze frentes de trabalho coordenadas pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos para recuperar as vias.
A contratação ainda não tinha resultado na atuação plena das empresas porque nem todas estavam com equipes completas para colocar nas ruas. Em um evento em 18 de setembro, a Administração anunciou que cerca de R$ 40 milhões estavam reservados para esse trabalho em diferentes regiões.
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Na ocasião foram anunciadas 12 frentes, sendo duas equipes próprias da Sisep (Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos), cinco frentes já contratadas e cinco credenciadas pelo Consórcio Central (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul), responsável pela usina e formado, além da Capital, por Jaraguari, Dois Irmãos do Buriti, Terenos e Sidrolândia. Cabe à Sisep definir os locais para as obras e fiscalizar o resultado. Com o incremento de empresas, a prefeitura tinha anunciado a expectativa de chegar a 3 mil reparos por dia.
A usina produz CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente), utilizado nos serviços de recuperação das vias. Ele é produzido a partir da mistura de pedras com cimento asfáltico de petróleo, resultando em uma massa que permanece aquecida e é transportada na caçamba de caminhões pelas empresas para o uso nas ruas. A matéria-prima vem de Paulínia (SP) e do Paraná.

Há 5 empresas contratadas diretamente pelo Consórcio Central para executar os serviços de tapa-buracos. Os contratos do Consórcio com o município são para o credenciamento de empresas para o tapa-buracos (cerca de R$ 20,5 milhões) e para o fornecimento de massa asfáltica (aproximadamente R$ 25 milhões).
Conforme o responsável pelo Consórcio, Vanderley Bispo, trata-se de uma contratação por programa, então pode ser ampliada segundo a demanda.
A usina utilizava um equipamento que foi queimado no final de 2024. A solução foi locar um novo, com contrato de um ano de duração por R$ 1,3 milhão.
A estrutura tem capacidade de produzir 120 toneladas de asfalto por hora. Conforme Bispo, o plano é ficar na média de 600 toneladas, para não sobrecarregar o maquinário.
A usina retomou operação em agosto, após receber licenças para atuação para a nova estrutura.


