Vendaval que arrancou telhas causou prejuízo de R$ 50 mil em oficina elétrica
A chuva que atingiu Campo Grande acumulou 55,6 milímetros em 12 horas
RESUMO
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Uma tempestade com fortes ventos destruiu a cobertura de zinco de uma autoelétrica no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande, na tarde de segunda-feira (10). O prejuízo é estimado em R$ 50 mil. A esposa do proprietário foi atingida por um tijolo e precisou levar quatro pontos na cabeça. Imóveis vizinhos também foram danificados, incluindo um restaurante que teve a chaminé quebrada e a caixa-d'água amassada.
Chuva acompanhada de um forte vendaval, na tarde de segunda-feira (10), causou prejuízo estimado em R$ 50 mil a uma autoelétrica localizada na Avenida Hilda Silva Cabral, no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande. A força do vento arrancou praticamente toda a cobertura de zinco da oficina, e parte do material foi parar nos imóveis vizinhos.
A cobertura destruída havia sido instalada há 2 anos. Na época, o proprietário do estabelecimento, Denis Acunha Echeverria, de 45 anos, afirma ter investido aproximadamente R$ 70 mil no serviço.
O empresário contou que a tempestade começou de forma aparentemente tranquila, com uma garoa, mas mudou rapidamente de intensidade.
“Eu nunca vi algo assim acontecer, parecia um tornado, veio do nada, começou uma chuva fraca e do nada isso.”

Quando percebeu a força do vento, Denis correu para dentro do banheiro da oficina. A esposa dele também tentou se proteger, mas acabou sendo atingida de raspão por um tijolo durante a ventania. Ela foi levada para uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e precisou levar 4 pontos na cabeça.
O prejuízo financeiro, no entanto, preocupa o proprietário. Com a oficina praticamente destelhada, Denis ainda não sabe como vai conseguir reconstruir a estrutura.
“Agora com o meu prejuízo aqui só Deus sabe quando eu vou poder levantar de novo esse barracão. Não sei como que eu vou fazer para pagar, não tenho nem de onde tirar, vou ter que trabalhar. Trabalhar e parcelar tudo”, lamentou.
Apesar dos danos, ele afirma que não pretende parar as atividades. A autoelétrica vai continuar funcionando normalmente. “Vai ficar descoberto até a noite.”
Ele mantém a oficina no endereço há cinco anos e diz que nunca imaginou passar por uma situação semelhante. Apesar da dimensão do prejuízo, diz estar aliviado porque ninguém ficou gravemente ferido.
A estrutura arrancada também provocou danos em imóveis próximos. Entre os atingidos está o restaurante de Doralina Albuquerque, de 56 anos.
A força do vento quebrou a chaminé do restaurante e também amassou a caixa-d'água. O valor do prejuízo ainda não foi calculado.
Doralina estava em casa durante a tempestade e foi até o restaurante depois que a chuva passou, quando encontrou os estragos.
“Teve muita chuva e um vento, foi assustador, nunca passou esse vento aqui. À noite nós passamos bem, porque não atingiu nada na nossa casa, só ali na varanda que caiu um pedaço da tela e quebrou as outras telhas lá de baixo também. Somente o susto mesmo”, finalizou.
A chuva que atingiu Campo Grande acumulou 55,6 milímetros nas últimas 12 horas, segundo dados atualizados pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) até as 15h40.
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