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Capital

Vizinhos ouviram autor de assassinato acusar vítima por furto de celular

Vítima andou 200 metros ensanguentada até morrer na rua da casa onde morava

Por Mirian Machado | 16/06/2022 10:45
Poça de sangue no cruzamento onde Wilson foi esfaqueado  (Foto: Paulo Francis)
Poça de sangue no cruzamento onde Wilson foi esfaqueado (Foto: Paulo Francis)

Wilson Cavalheiro Lopes, 43 anos, mais conhecido como "Cebola" morto nesta madrugada (16) no Bairro Vida Nova, região norte de Campo Grande, andou cerca de 200 metros ensanguentado após ser esfaqueado por um motociclista.

No local ainda é possível ver marcas de sangue pela Rua Passo Fundo, para onde a vítima correu após ser golpeada com 7 facadas na Rua dos Poetas. Conhecido por moradores na região, Wilson tinha envolvimento com drogas. Segundo vizinhos, vendia e entregava entorpecentes.

Uma mulher, que preferiu não se identificar pois está com medo, disse que viu passando na rua dois homens em uma motocicleta. Depois ouviu os gritos da vítima. Segundo ela, o autor acusava o homem de roubar um celular.

Ainda segundo vizinhos, a anos atrás Wilson havia sido esfaqueado também, porém foi socorrido.

Rastro de sangue marcam o trajeto de cerca de 200 metros que a vítima percorreu até morrer. (Foto: Paulo Francis)
Rastro de sangue marcam o trajeto de cerca de 200 metros que a vítima percorreu até morrer. (Foto: Paulo Francis)

Conforme boletim de ocorrência, uma testemunha de 38 anos contou que estava na casa do casal, de Wilson e da mulher dele, de 28 anos, quando um rapaz moreno, magro se aproximou e chamou a vítima pelo nome. Os dois, então, saíram andando juntos, sendo seguidos por outro homem mais velho, também magro e moreno, que conduzia uma motocicleta Yamaha YBR vermelha.

Em determinado momento, segundo a testemunha, o homem que seguia de moto sacou uma faca. Foi quando o rapaz mais novo gritou: “não pai, ele tá com o Cebola (sic)”. O corpo da vítima foi encontrado logo na sequência com 7 lesões causadas por faca: 4 nas costas, 2 no braço esquerdo e 1 no braço direito.

O caso segue em investigação. Até o momento ninguém foi preso.

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