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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

02/06/2010 16:38

Caso Rogerinho: separação de réu está sob investigação

Redação

O juiz Carlos Alberto Garcete, da Primeira Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida de Campo Grande, solicitou ontem, com prazo de 24 horas, que o titular do 8º Tabelionato de Notas, Hélio Giuni de Oliveira, explicações sobre a lavratura da escritura pública de separação do jornalista Agnaldo Ferreira Gonçalves e da ex-esposa dele, ocorrida em 30 de dezembro do ano passado. O magistrado deu prazo de 24horas para o ofício ser respondido.

O jornalista matou, em novembro do ano passado, o menino Rogério Pedra Neto, de 2 anos, e é alvo de dois processos, um pelo homicídio e outro em que a família do menino pede indenização de R$ 1,2 milhão.

Por causa dessa ação, a família de Rogerinho acusa o jornalista de ter fraudado uma separação para que seus bens fossem divididos e não pudessem ser bloqueados para o pagamento da indenização.

O que intrigou o juiz é o fato de a escritura ter sido assinada no dia 30 de dezembro, quando Agnaldo estava preso, no Instituto Penal de Campo Grande. O magistrado também solicitou à direção do presídio informações sobre quem visitou Agnaldo na data, pois a defesa alega que um funcionário do cartório foi ao local colher a assinatura dele para a escritura pública de separação. No cartório, os telefones não atenderam.

O advogado de defesa de Agnaldo, Valdir Custódio, disse que não houve "qualquer prejuízo, nem irregularidade ou ilegalidade" na oficialização do processo de separação.

Ele também nega que o cliente tenha se separado da esposa por causa do processo de indenização. Diz ele que o afastamento entre Agnaldo e a mulher já vem de bastante tempo e teria relação com a descoberta de um filho dele fora do casamento, fato escondido durante 27 anos.

Prisão - O jornalista teve a prisão decretada na sexta-feira passada e a desconfiança em relação ao processo foi um dos motivos alegados pelo juiz para acatar o pedido da defesa.

Agnaldo está morando em Praia Grande, litoral de São Paulo. O advogado admitiu que ele não deve se apresentar enquanto não for julgado um pedido de habeas corpus que deverá ser apresentado à Justiça na segunda-feira.

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