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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

13/04/2017 16:37

Cassems assina convênio para levantar dados sobre violência contra a mulher

Amanda Bogo
Solenidade de assinatura do protocolo de intenções, nesta quinta (Foto: Divulgação)Solenidade de assinatura do protocolo de intenções, nesta quinta (Foto: Divulgação)

A Cassems assinou na manhã desta quinta-feira (13), em parceria com organizações de apoio, protocolo de intenções para o enfrentamento da violência contra as mulheres em Mato Grosso do Sul.

Fazem parte do projeto a Onu Mulheres (Organização das Nações Unidas para as Mulheres), OPAS (Organização Pan-Americana para as Mulheres) e a Xaraés Consultoria e Projetos. Um dos objetivos é desenvolver ações internas e externas para combater e diminuir a violência contra a mulher em Mato Grosso do Sul e mensurar o impacto da violência no plano de saúde.

A ideia é tornar a Caixa dos Servidores uma referência nacional e internacional na luta.

O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, pontuou que Mato Grosso do Sul é um dos Estados do país com maior número de agressões contra a mulher. Por isso, diz, a parceria é importante para chamar a atenção ao combate e levantar dados.

"Esta iniciativa tem como maior objetivo destacar para a população a importância de se combater a violência contra a mulher e como nós estamos num Estado onde esse tipo de violência é muito incidente, nós resolvemos pesquisar junto a ONU e a OPAS, qual é a incidência dentro da Cassems e, assim, para avaliar os custos econômicos e sociais da violência contra a mulher. Assim, a gente pode, junto com a sociedade, combater de forma efetiva esse mal que acomete tantas mulheres", pontuou.

Conforme a representante oficial da Organização das Nações Unidas para as Mulheres (ONU Mulheres) no Brasil e do Conesul, Nadine Gasman, a violência contra a mulher é um problema de saúde pública e de justiça social que vitimiza uma em cada três mulheres em todo o mundo.

"Esta parceria é para pesquisar os custos e as consequências da violência contra a mulher para aprimorar os serviços e, fazer assim, a prevenção essencial. A nossa participação nessa parceria é para dar apoio técnico, desenvolver em conjunto a metodologia e, sobretudo, a divulgação dos resultados e acredito que vamos surpreender. Tudo o que nós temos feito nas últimas décadas, para levar o problema da violência contra a mulher do privado para o público, têm levado às mulheres a falarem, contarem suas experiências. A violência contra a mulher não é normal, é um crime e oBrasil ainda é responsável por 40% de toda a violência contra a mulher na América Latina".

Dados - Conforme o Relatório Mundial sobre Violência e Saúde 2002, da OMS (Organização Mundial de Saúde), entre 10% a 69% das mulheres em todo o mundo relataram ter sofrido agressão física por um parceiro íntimo em alguma ocasião da sua vida. E em grande parte das pessoas ouvidas, o fato faz parte de um padrão contínuo de comportamento abusivo.



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