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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

08/01/2014 11:16

Cimi promete acionar MPF para que morte de indígena não fique impune

Bruno Chaves

O conselheiro do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) em Mato Grosso do Sul, Flávio Machado, recorrerá ao MPF (Ministério Público Federal) para que a morte do indígena Oziel Gabriel, 35 anos, não fique impune.

No inquérito nº 240/2013, assinado pelo delegado Paulo Machado, da Polícia Federal, não é apontado um culpado pela morte do indígena, ou seja, as investigações não concluíram de qual arma saiu o projétil que atingiu Oziel. Não houve indiciados porque a bala não foi encontrada.

Oziel foi morto durante reintegração de posse da Fazenda Buriti, em Sidrolândia, no dia 30 de maio do ano passado. A fazenda havia sido ocupada 15 dias antes e os indígenas se negavam a deixar a propriedade. A operação foi realizada por policiais federais com apoio de militares da então Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais).

“Confiamos que o MPF cumprirá seu papel e vamos pedir novas investigações e exames para que o assassino do Oziel seja encontrado e punido, seja ele policial federal ou militar”, afirmou Flávio Machado.

Ele, como representante do Cimi no Estado, teme que a morte do indígena entre para “uma triste lista” de assassinatos de lideranças não esclarecidos em Mato Grosso do Sul. Para Flávio, casos de impunidade envolvendo a morte de índios são recorrentes no Estado.

“A primeira morte foi de Marçal de Souza em 1983. De lá para cá, diversas outras lideranças foram mortas e ninguém foi preso ou culpado por isso. Isso só incentiva mais ataques”, opinou. “Muita coisa sobre aquele dia ainda deve ser esclarecida”, completou.

O fato de o inquérito policial não apontar o culpado da morte de Oziel foi taxado por Flávio como “lamentável”.

Opinião da família – Com sentimento de revolta e indignação, Otoniel Gabriel, 33 anos, irmão do indígena baleado e morto em maio do ano passado já imaginava que o inquérito da Polícia Federal não apontaria nenhum culpado pelo crime.

“A polícia não iria incriminar alguém deles e a gente sabe que foi a Polícia Federal. Não temos mais confiança na justiça brasileira. Esse caso se arrastou por todo esse período e não resolveu nada”, lamentou.

Mas Otoniel garante que enquanto houver esperanças irá lutar para que o caso seja levado a frente pelo MPF. “Estamos tentando uma audiência para verificarmos quais são nossas possibilidades de fazer com que a investigação não acabe aqui”, concluiu.



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A Funai, Cimi, MPF ao ignorar os atos ilícitos dos índios age como aquela mãe que acoberta o filho nos atos errados. Criando um individuo sem limites e achando que tudo pode. É bom lembrar que filhos desajustados, serão pais desajustados, que terão filhos desajustados.









 
Nilton Carvalho em 08/01/2014 16:39:10
Penso o seguinte: Se ao invés de um indígena, (apenas uma suposição, pois não desejo a morte de ninguém, nem de índios nem de policiais, nem de qualquer outro ente) se fosse um policial federal morto no conflito, qual seria a atitude da PF ?
Será que o resultado seria o mesmo ?
Não deveriam ter sido recolhidas todas as armas para investigação ?
Ou a PF é inoperante, despreparada, incompetente para o desempenho da atividade (o que não acredito ser), ou o corporativismo mais uma vez imperou e a PF agiu pretenciosamente com má-fé na condução do inquérito.
Aguardemos o MPF.
 
Carlos Ferreira em 08/01/2014 13:43:31
A verdade sempre deve prevalecer. Neste aspecto seria também justo que se terminasse com esta falácia que as mortes de indígenas são oriundas de conflitos por terra, já que no estudo da Secretaria de Segurança, em 90% dos óbitos há presença de arma branca como facas e porretes.
A verdade só é boa quando vale para todos.
 
Mônica Corrêa em 08/01/2014 13:25:33
E as invasoes incentivadas pelo cemi? Dizem que os indios tem direito a terra, baseado em sabe-se la o que, incentivam a invasao, da no que da e agora querem um responsavel? Ora o responsavel sao voces mesmos. Os orgaos de segurança estavam cumprindo uma ordem judicial que deu prazo para os indios sairem da terra e que nao foi cumprida, ai quando da m..... vcs querem um culpado? Voces nao puxaram o gatilho, mas colocaram o indio na frente da bala. Tentem dormir com uma culpa dessas.
 
Alex Andre De Souza em 08/01/2014 12:34:42
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