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Cidades

MS tem 2ª melhor qualidade de rodovias federais do país, aponta ranking

Estado atinge nota 3,7 em índice da ILOS, com base na Pesquisa CNT, atrás apenas de São Paulo, com 4,3

Por Mylena Fraiha | 13/01/2026 13:37
MS tem 2ª melhor qualidade de rodovias federais do país, aponta ranking
Trecho da BR-359, entre Costa Rica e Coxim, a mais bem avaliada pela pesquisa (Foto: Reprodução/CNT).

Mato Grosso do Sul aparece em segundo lugar no ranking nacional de qualidade das rodovias, com nota 3,7, conforme índice da consultoria ILOS – Especialistas em Logística e Supply Chain, elaborado a partir dos resultados da Pesquisa CNT de Rodovias, da CNT  (Confederação Nacional de Transportes). O estado ficou empatado com o Rio de Janeiro, que também obteve nota 3,7, mas ocupou a terceira posição. São Paulo lidera o ranking, com índice de 4,3.

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Mato Grosso do Sul conquistou a segunda posição no ranking nacional de qualidade das rodovias, com nota 3,7, segundo índice da consultoria ILOS. A análise avaliou 4.739 quilômetros de estradas no estado, dos quais 529 km foram classificados como "ótimos" e 2.232 km como "bons". A BR-359, no trecho entre Costa Rica e Coxim, destacou-se como a via mais bem avaliada do estado, ocupando a 19ª posição nacional. Apesar do bom desempenho geral, a CNT estima que as condições do pavimento ainda geram aumento de 24,8% no custo operacional do transporte, necessitando investimentos de R$ 4,44 bilhões para recuperação e manutenção da malha rodoviária.

A análise abrangeu 4.739 quilômetros de rodovias em Mato Grosso do Sul, equivalentes a 4,1% da malha nacional avaliada. Desse total, 529 km foram considerados “ótimos”, 2.232 km “bons”, 1.924 km “regulares”, 44 km “ruins” e apenas 10 km “péssimos”. A maior parte da extensão, 3.257 km, é administrada pelo poder público, enquanto 1.482 km estão sob concessão.

Segundo o ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), a qualidade das rodovias impacta diretamente a eficiência logística. “Vias em más condições elevam custos com manutenção de frota, consumo de combustível, pneus e seguros, além de aumentar riscos de atrasos e avarias, pressionando o frete e a eficiência das cadeias logísticas”, informou a consultoria.

MS tem 2ª melhor qualidade de rodovias federais do país, aponta ranking
Imagem: Reprodução.

A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 avalia estado geral, pavimento, sinalização, geometria do traçado e pontos críticos. Em percentual, a pesquisa mostra que 11,2% da extensão foi considerada ótima, 47,1% boa e 40,6% regular no quesito estado geral. Apenas 1,1% ficou entre ruim e péssimo.

No pavimento, 37,8% dos trechos receberam avaliação ótima e 19,9% boa, enquanto 13% foram classificados como ruins e 1,1% como péssimos. A sinalização teve desempenho positivo, com 87,8% da extensão entre ótima e boa. Já na geometria da via, predominam pistas simples (95,5%), com falta de acostamento em 38,9% dos trechos e 36,1% das curvas perigosas sem sinalização.

Outro destaque para o Estado, segundo a pesquisa, é a baixa densidade de pontos críticos. Mato Grosso do Sul registrou 0,04 ponto crítico a cada 100 km, o menor índice do país — o equivalente a um ponto crítico a cada 2.500 km. Paraná, São Paulo e Distrito Federal aparecem na sequência, com 0,2 ponto crítico a cada 100 km.

A rodovia de Mato Grosso do Sul mais bem colocada no ranking nacional é a BR-359, no trecho entre Costa Rica e Coxim, que ficou na 19ª posição, com 206 km avaliados. Em seguida aparece a BR-487, na 47ª colocação, com 52 km entre Itaquiraí e Naviraí. Nenhuma das duas é concedida à iniciativa privada.

Já a pior rodovia do estado no ranking é a MS-444, que liga Selvíria ao Estado de São Paulo, no trecho entre a BR-158 e Ilha Solteira (SP). Segundo a CNT, o estado geral é ruim, com pavimento e geometria classificados como péssimos, apesar de a sinalização ser considerada ótima.

Dos quatro pontos críticos mapeados, dois estão na BR-262 e dois na BR-267. Na BR-262, há trechos com sinalização inexistente ou deficitária. Já na BR-267, foram constatados buracos na pista próximos aos municípios de Bela Vista e Jardim.

No Estado, a CNT avaliou as federais BR-060, BR-158, BR-163, BR-262, BR-267, BR-359, BR-419, BR-436, BR-463, BR-487 e BR-376, além das estaduais MS-112, MS-134, MS-217, MS-240, MS-276, MS-359, MS-377, MS-395, MS-480, MS-483, MS-497 e MS-444.

Prejuízos e investimentos – Apesar do bom desempenho, a CNT estima que as condições do pavimento ainda geram aumento de 24,8% no custo operacional do transporte no estado. Além disso, conforme noticiado anteriormente, para recuperar e manter a malha rodoviária seriam necessários R$ 4,44 bilhões em investimentos.

A pesquisa também mostra que, em 2024, os acidentes nas rodovias do estado geraram prejuízo estimado em R$ 414,97 milhões, enquanto os gastos públicos com obras rodoviárias somaram R$ 330,36 milhões.

No aspecto ambiental, a má qualidade do pavimento resultou em consumo excessivo de 37,5 milhões de litros de diesel em 2025, com prejuízo de R$ 215,51 milhões aos transportadores e emissão de 99,08 mil toneladas de gases de efeito estufa.

Do total de R$ 389,46 milhões autorizados pelo governo federal para infraestrutura rodoviária em Mato Grosso do Sul em 2025, R$ 224,82 milhões haviam sido efetivamente investidos até novembro, o equivalente a 57,7% do previsto.

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