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22/02/2013 13:47

Com 10,6 mil acidentes de trabalho, MS recebe campanha

Nadyenka Castro e Luciana Brazil
Presidente do TST, em Campo Grande, nesta sexta-feira. (Foto: Simão Nogueira)Presidente do TST, em Campo Grande, nesta sexta-feira. (Foto: Simão Nogueira)

Os últimos números sobre acidentes de trabalho em Mato Grosso do Sul mostram que a situação é grave e precisa ser revertida: Foram 10.619 casos em 2011. Para isso, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen fez em Campo Grande nesta sexta-feira o “Ato Público pelo Trabalho Seguro”.

O ato foi realizado no Centro de Convenções Albano Franco e reuniu diversas autoridades e pelo menos 280 trabalhadores da construção civil. O ministro explicou que, além de prejudicar o próprio trabalhador, acidentes ‘custam caro’ para a União. Segundo ele, são R$14 bilhões por ano com acidentes de trabalho. O montante reflete na economia do País e no PIB (Produto Interno Bruto).

De acordo com o ministro, os acidentes de trabalho no País começaram a ser registrados em 2001. Naquele ano foram 340 mil casos. Dez anos depois, já eram 711 mil. “Mas é uma imagem pálida da realidade”, destacou Dalazen, explicando que os números não contabilizam empregados que estão na irregularidade e aqueles casos em que as empresas não comunicam ao Ministério da Previdência Social.

O ministro explicou que o objetivo do ato público é conscientizar empregados e empregadores para a importância da prevenção. Ele chamou a campanha de “cruzada cívica”. Segundo Dalazen, somente na construção civil, 2.796 pessoas morreram em 2011, 300 a mais que em 2010. “Esse número reflete o boom das obras”, declarou, referindo-se a grande quantidade de construções e reformas em andamento.

Ele declarou também que não faltam leis sobre a prevenção à acidentes de trabalho. “O que falta é o cumprimento da legislação”.

O ministro disse ainda que o governo irá baixar um decreto determinando que todas as terceirizadas que vencerem licitações dêem treinamento mensal sobre prevenção, a seus funcionários.

Mato Grosso do Sul- Dos quase 11 mil casos de acidentes de trabalho no Estado em 2011, 6.555 foram decorrentes da atividade, 1.601 aconteceram durante o trajeto e 243 foram por doença.

Para o presidente do Sindicato da Construção Civil, José Abelha Neto, a iniciativa do TST é “um grande início para mudanças”. “São poucas as empresas que fazem segurança corretamente”. Ele afirma que o principal problema da construção civil é o trabalhador na informalidade. “Com isso eles não têm garantias. As vezes ganham mais, mas também ficam sem benefícios quando precisam”,

Gerente regional da Plaenge, Ada Maria de Lima, disse que a empresa que gerencia possui trabalho de prevenção e que aumentou o número de trabalhadores, mas diminuiu o de acidentes.

O deputado estadual Paulo Correa (PR) declarou que a “junção de forças é muito importante na prevenção de acidentes”.

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