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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

26/07/2013 17:55

Como nem salários altos atraem, 45 cidades aderem a programa federal

Viviane Oliveira
Posto de Saúde do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio) Posto de Saúde do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. (Foto: Marcos Ermínio)

O programa Mais Médicos para o Brasil encerrou à meia noite desta quinta-feira (25) com a adesão de 45 municípios de Mato Grosso do Sul, incluindo Campo Grande, que equivalem a 57% do total de prefeituras do Estado. O segundo mês de adesão terá início no dia 15 de agosto.

Dourados, por exemplo, hoje com um quadro de 160 médicos que atuam na área de atenção básica solicitou 80 profissionais do programa. De acordo com o secretário de Saúde, Sebastião Nogueira, no município não falta médicos, mas sim profissionais que queiram trabalhar pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Ainda conforme o secretário, o salário oferecido é de R$ 1.920 por 20h semanais, acrescido de 100% de produtividade. “Se nós formos atendidos a demanda será suprida e o problema resolvido”, afirma.

Outro município que aderiu ao programa federal foi Chapadão do Sul, que solicitou 4 profissionais de saúde na área de ginecologia, clinica médica e pediatria. Mesmo com salários que variam de R$ 25 mil a R$ 30 mil, a cidade tem dificuldade em contratar profissionais na área de saúde.

A secretária de Saúde, Rosemary Barros, conta que hoje o município tem 11 médicos que atuam pelo SUS e há cinco meses procura pelo menos três profissionais para completar o quatro de funcionários.

“O salário é bom, mas o lugar distante dos grandes centros não favorece. A maioria dos médicos já está no mercado de trabalho e eles preferem morar nas cidades maiores, onde tem escola para os filhos e oportunidade de crescimento profissional”, diz.

O mesmo acontece em Paranhos, a 469 quilômetros de Campo Grande. Conforme o secretário de Saúde, Aldinar Ramos Dias, o município solicitou um médico ao programa para cobrir a vaga que está em aberto há pelo menos um ano.

Atualmente 4 médicos clínicos gerais atendem na atenção básica e os salários oferecidos são em torno de R$ 25 mil para quem trabalha em escala de plantão, 40h semanais e sábado e domingo faz plantão no único hospital do município.

“Especialista aqui é um sonho distante”, diz Aldinar, acrescentando que pelo menos 12 pessoas são encaminhadas diariamente a Dourados para tratamento com especialista.

Os municípios que aderiram ao Programa foram: Amambai, Bandeirantes, Bodoquena, Bonito, Brasilândia, Campo Grande, Caracol, Chapadão do Sul, Corguinho, Coronel Sapucaia, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Figueirão, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi.

Também aderiram as cidades de Itaquiraí, Ivinhema, Japorã, Jaraguari, Jardim, Jateí, Ladário, Miranda, Mundo Novo, Nioaque, Paranaíba, Paranhos, Pedro Gomes, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Brilhante, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso, Rochedo, Santa Rita do Pardo, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sete Quedas, Sonora, Tacuru e Taquarussu.

No Brasil 3.511 municípios se inscreveram no Programa, o correspondente a 63% do total de prefeituras no país e a 92% das consideradas prioritárias. Ao todo, as cidades cadastradas solicitaram 15.460 médicos para atuar na atenção básica.

Polêmica – Logo depois de ser lançado, no dia 08 de julho, o programa recebeu inúmeras críticas por parte de médicos de todo o País. A maior reclamação está relacionada a vinda de médicos cubanos que, conforme o primeiro anúncio, não passariam pela prova de revalidação do diploma em terras tupiniquins. Depois de tamanha repercussão, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu que avaliação será aplicada.

Outro ponto questionado foi a exigência de que todos os estudantes de medicina, independente de a faculdade ser pública ou privada, terão que trabalhar de forma remunerada na rede pública de saúde por dois anos, antes de se formarem. Alguns profissionais também criticaram a bolsa ofertada pelo programa que prevê ajuda de custo de R$ 10 mil por mês, considerado um valor baixo para a profissão.

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(continuação)
De que adianta receber "altos" salários se nossos filhos não dispõe de uma educação de qualidade? Nós também somos pacientes! Médicos adoecem! Se ficarmos doentes, onde receberemos atendimento? Alguém colocaria seu filho para estudar em uma escola onde ele não tem lugar para sentar, mesa para escrever, um banheiro limpo para escovar seus dentes? Pois é, eu não gostaria de ser atendido em um local onde sei que não receberia o suporte necessário, onde o colega que me atenderia, não dispõe de um Eletrocardiograma e exames laboratoriais para ajudá-lo na suspeita de um infarto. Por mais que o médico seja excelente.
Assim como todos, buscamos qualidade de vida para nós e nossa família. Trabalhamos para oferecer estudo, saúde, cultura e lazer aos nossos filhos.
 
Ronaldo Issashi Furuta em 28/07/2013 00:54:28
Esta reportagem demonstra mais uma vez que nós médicos não pensamos apenas em bons salários! Hipócrita aquele que diz que não trabalha em busca de uma boa remuneração!
Salários de R$ 30.000,00 realmente são bons, mas quem já trabalhou nas cidades no interior do nosso estado, sabe a dificuldade que passamos para cuidar da saúde da população. Nem mesmo exames básicos e indispensáveis para um atendimento de emergência não são disponibilizados; pacientes com suspeita de doenças potencialmente incapacitantes ou até mesmo que podem resultar em óbito, não podem ser confirmadas,quando o diagnóstico é feito, não existem condições de atender estas pessoas no local, necessitando transportá-las em ambulâncias, se é que assim podem ser chamados estes veículos, para as cidades como Campo Grande.
 
Ronaldo Issashi Furuta em 28/07/2013 00:37:50
Parece piada mais não! Médicos salvando vidas por R$ 1.920 e políticos ganhando fortunas para roubarem do povo! Isso é a realidade do "brasil"(com b minúsculo porque de grande só a roubalheira!). O pior disso tudo é os próprios ladrões(desculpa políticos) dizem que o salário oferecido a saúde e segurança ta bom demais(porque eles não recebem como tais então?). Vote nulo, ele pode até não fazer nada mais não rouba nada tambem!
 
Alexandre de Souza em 26/07/2013 20:52:07
Salarios Milionários? Chega a ser hilário tal titulo. O profissional medico se prepara por varios anos, investe pesado em estudos, dedica tempo integral ao trabalho. Aceita ir para o interior, quando se depara com a realidade sua vida torna-se um inferno. As cidades pequenas não investem em saude. A maior parte dos prefeitos e secretarios de saude do interior não tem a menor noção do que seja fazer saúde de verdade. Fazem ambulancioterapia, empurrando para os grandes centros seus doentes. Se o medico é bem intencionado e cobra do municipio atitudes corretas, em pouco tempo deixa de receber seu salario. Se fica calado, contrariando seus principios, até permanece, mas fazendo uma medicina mediocre. Importar medicos, sem dotar de estrutura é chamar os brasileiros de otarios.
 
Paulo de Tarso Stein Ribeiro em 26/07/2013 19:04:31
Depois os médicos querem protestar contra vinda de estrangeiros para cá! Na hora de ir trabalhar lá nos confins desse Brasil nem por salarios altos os medicos querem
 
JOSE NOGUEIRA NETO em 26/07/2013 18:37:54
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