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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

12/03/2010 13:20

Confusão entre PM armado e banco causa transtornos

Redação

Policial militar mobilizou uma guarnição da PM após ser impedido de entrar em agência bancária, armado e sem identificação funcional.

O militar, identificado como José Lopez, tentou entrar no posto de atendimento do HSBC da prefeitura, na avenida Afonso Pena e, apesar de estar fardado, não pode entrar, pois não estava com sua identidade funcional. Com isso, ele chamou o reforço de uma guarnição que foi até o local para apurar o caso.

Na semana passada, Lopes foi até o HSBC, com trajes civis, e foi impedido de entrar armado. Após dizer ao vigia que era policial militar, o funcionário pediu para ver a identidade funcional. O PM disse que havia perdido o documento e ainda não havia tirado uma segunda via.

A supervisora de serviços do banco, Lílian Resende, foi chamada e explicou a Lopes que ele não poderia entrar por uma questão de segurança. O PM respeitou a decisão e foi embora.

Hoje pela manhã, Lopes voltou ao banco, fardado, porém novamente sem a identificação funcional, mas com um boletim de ocorrência relatando o extravio do documento.

Lílian ligou ao número 190 para pedir orientação e informou que o B.O. era de dezembro do ano passado, o atendente teria dito para ela que o documento é válido por apenas 20 dias e que aquele não teria validade. Lílian não permitiu a entrada do policial armado, que chamou reforço de uma guarnição.

Vieram três militares, que explicaram a supervisora que Lopez era PM, mas mesmo assim não chegaram a um acordo. Com isso, pediram os dados de Lilian para prestar uma queixa de constrangimento. Um dos policiais, tenente, explicou à Lílian que a farda serviria para identificar o militar e que eles estavam lá para provar que ele é policial.

Lilian respondeu, dizendo que seguia as normas do banco. A conversa exaltou os ânimos da funcionária do banco e dos policiais, que disseram que ela não queria passar seus dados. A supervisora disse que também recebeu ameaças, dizendo que seria presa se não ficasse quieta.

"Um policial deveria dar bom exemplo em relação às normas de segurança", comentou Lílian.

A assessoria de imprensa da PM disse que o fato aconteceu por excesso de zelo do banco e que mesmo após a chegada da guarnição da PM, para identificar o militar, a supervisora não permitiu a entrada.

A assessoria da PM também explicou que o fato do PM ter perdido a identidade em dezembro e três meses depois não ter retirado outra, se deve a demora do processo e que houve a incorporação de vários soldados nos últimos meses, atrasando a emissão. Todo o processo será apurado e o comando da PM informará a direção do HSBC do acontecido, pedindo providências.

Toda a movimentação tirou quatro policiais das ruas.

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