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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

26/02/2010 08:51

Contrabando de brinquedos dispara e desperta preocupação

Redação

O volume de mercadorias contrabandeadas recolhidas ao depósito da Receita Federal de Campo Grande no ano passado aumentou em 70%, avaliadas em R$ 23 milhões e em todo o Estado R$ 60 milhões. Cigarros e roupas respondem por grande parte deste montante, mas o que tem despertado a preocupação dos fiscais é o aumento do número de brinquedos que estão sendo contrabandeados do Paraguai, através de Ponta Porã e Foz do Iguaçu e que, sem passar por qualquer inspeção em território brasileiro, significam risco à saúde das crianças.

A auditora da Receita Federal Adalgiza Paes da Costa Fugita afirma que o volume de brinquedos contrabandeados apreendidos aumentou consideravelmente. "Costumavam tansportar quantidades pequenas e hoje vemos carretas com cinco, seis toneladas de brinquedos", afirma. Além da lesão os cofres públicos, o contrabando traz outra preocupação: a saúde das crianças.

No Brasil, para serem comercializados, os produtos precisam ser submetidos a uma bateria de testes, é preciso conhecer a procedência do material do qual é feito, para evitar intoxicação e outro ponto importante é que tenha a classificação indicando a faixa etária adequada para usar o brinquedo, evitando acidentes como engasgamentos.

O diretor-presidente da Agência Estadual de Metrologia, Ademir Osiro, diz que as apreensões feitas pelos fiscais nos estabelecimentos comerciais também aumentaram. "A determinção é que todo brinquedo que não tenha o selo seja destruído", enfatiza.

Osiro explica que o selo é garantia de que o brinquedo passou por laboratórios de ensaios onde é verificada a segurança do produto, se é tóxico, se tem elementos pontiagudos ou alguma peça que possa se desprender. "Se não tem o selo é porque não passou por esses ensaios e não se sabe da segurança. A gente sempre bate nessa tecla, quando for adquirir o brinquedo é preciso ver se tem selo de certificação, a faixa etária e solicitar nota fiscal", orienta.

Osiro observa que em Mato Grosso do Sul o problema de contrabando é maior por conta da fronteira com o Paraguai e que muitos brinquedos vêm da China, com preços atrativos e segurança duvidosa.

Questionado sobre o Camelódromo e feira central, onde há um grande número de brinquedos sem procedência à venda, Osiro afirma que há um acordo para que os ambulantes não comercializem mais os produtos. "Não sei se neste momento estão vendendo, mas quando a fiscalização encontra esses brinquedos apreende todos", afirma.

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