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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

30/01/2015 17:48

Diretoria do Regional faz levantamento para averiguar falta de pessoal

Ricardo Campos Jr.
Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (Foto: arquivo)Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (Foto: arquivo)

A diretoria do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul está fazendo um levantamento de pessoal para dar um posicionamento oficial sobre a questão da falta de enfermeiros na UCO e UTI adulta na unidade, segundo informou ao Campo Grande News nesta sexta-feira (30) a assessoria da SES (Secretaria Estadual de Saúde). O assunto foi tema de denúncia anônima e está sendo apurado pelo MPE (Ministério Público Estadual) em inquérito civil público.

O local, conforme as informações repassadas, tem efetivo menor que o fixado em resolução do Ministério da Saúde (número 26, de 11 de maio de 2012), de no mínimo um enfermeiro assistencial para cada dez leitos ou fração por turno, além de um técnico em enfermagem para cada dois leitos em casos de tratamento intensivo. Diante do problema, os servidores estão sendo sobrecarregados para dar conta da demanda.

A pedido do MPE foi encaminhado pelo estado no dia 24 de julho de 2014 um ofício assinado pelo diretor-presidente da Funsau, Carlos Alberto De Marchi, informando que o Regional tem hoje 19 leitos ativos no CTI adulto que contam com 10 técnicos em enfermagem e dois enfermeiros por período, além de dois servidores para apoio operacional, um administrativo e um gerente de enfermagem.

No entanto, nesse período, havia duas escalas vagas, sendo uma no período vespertino e outra no período noturno, além de um funcionário em licença maternidade e outros de férias. Para resolver a situação sem comprometer o atendimento, houve 1.566 horas extras feitas por integrantes da equipe para cobertura desses buracos.

Com relação à UCO, há 10 leitos ativos e um efetivo de 5 técnicos e um enfermeiro por turno, além de um administrativo e um gerente de enfermagem. No entanto, há três escalas de apoio vagas nos três períodos, sanadas por meio de 906 horas extras.

Para o MPE, “o fato de que esses turnos são preenchidos por intermédio de horas extras exercidas por funcionários de enfermagem ser coaduna com a denúncia, haja vista que o nosocômio não evidenciou ter quadro de servidores específicos para esses períodos”.

Relatório de auditoria do Denasus entre julho e agosto de 2013 já havia identificado problemas de falta de pessoal na unidade, entre outras irregularidades. Foi constatada, por exemplo, quantidade inferior de enfermeiros no setor de hemodinâmica, de forma que após as 16h não havia profissional para atendimento.

Diante disso, no ofício encaminhado neste mês também foram cobradas as medidas adotadas para resolver essa situação, tendo em vista que a denúncia informa que os problemas têm persistido há pelo menos cinco meses. O prazo é de 30 dias a contar do recebimento, que segundo os autos ocorreu no dia 23. A assessoria nega que o órgão recebeu a demanda, mas diz que o levantamento já serve para adiantar o pedido.

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