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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

27/12/2007 13:56

DNA confirma que corpo carbonizado era de detento

Redação

O corpo encontrado carbonizado no dia 19 dentro de um carro em Campo Grande é do preso Anderson Pereira Veiga, 29 anos. Segundo o titular da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos, Marco Túlio, a confirmação ocorreu por meio de exame de DNA. Agora, além do inquérito de roubo, outro sobre homicídio será aberto para esclarecer o caso.

De acordo com o delegado, o IML (Instituto Médico Legal) recebe ainda nesta quinta-feira, dia 27, a oficalização da identificação do corpo que será liberado para a família poder sepultá-lo. Marco Túlio, que não apontou suspeitos para o crime, explicou que as investigações já começaram.

Veiga teria sido morto no dia 14 último, após ser transferido do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) para a Colônia Penal, quando começaria a cumprir a progressão de regime. Parente de policiais civis e militares, ele tinha ligação com o tráfico de drogas, atividade que o destacou dentro do presídio. Ele ainda teria inimizades com integrantes do PCC dentro do Instituto Penal.

Diante do histórico de Veiga, a defesa pediu na Justiça que ele fosse transferido para o semi-aberto urbano ao invés da colônia por correr risco de morte. O pedido foi negado na 1ª Vara de Execuções Penais.

Após o desaparecimento de Veiga, a Cicgoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais) e a Defurv (Delegacia Especializada em Furtos e Roubos de Veículos) receberam denúncia anônima de que o detento teria sido enterrado na Colônia Penal. A denúncia indicava, ainda, que o corpo foi desenterrado e transferido para um carro roubado para posterior desova. Em buscas no local realizadas no dia 16 não foi encontrado nada.

Poucos dias depois que o corpo foi encontrado, a polícia localizou nos fundos da Colônia as roupas e o calçado de Veiga. A camiseta do detento apontava várias perfurações, seriam 30 golpes com uma arma artesanal, conforme denúncia anônima. Os pertences foram reconhecidos pela família.

O corpo de Veiga foi completamente carbonizado, situação que dificultou a realização do exame de DNA. O veículo onde ele foi encontrado, um Gol, foi roubado na Vila Duque de Caxias e incendiado com gasolina na saída para Rochedo.

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