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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

03/08/2016 17:50

Em pleno inverno, gripe dá ‘folga’, mas vírus da dengue ainda faz vítimas

Na última semana, 112 pessoas foram diagnosticadas com doença transmitida por mosquito, o triplo da semana anterior

Anahi Zurutuza
Doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti matou 16 pessoas neste ano (Foto: Sanofi Pasteur/Divulgação)Doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti matou 16 pessoas neste ano (Foto: Sanofi Pasteur/Divulgação)

Há 16 dias a SES (Secretaria de Estado de Saúde) não registra mortes por gripe em Mato Grosso do Sul e na última semana – entre os dia 26 de julho e 2 deste mês – 40 casos da doença foram notificados. Mas, os vírus da dengue (são quatro tipos), apesar dos 17 dias de estiagem, continua fazendo vítimas – 112 pessoas foram diagnosticadas com a doença nos últimos sete dias, quase o triplo do número de notificações na semana anterior, quando 44 casos foram registrados.

Conforme os boletins epidemiológicos divulgados nesta quarta-feira (3) pela secretaria, 89 pessoas morreram por conta da gripe no Estado. Os óbitos foram registrados antes do dia 19 de julho. Já a dengue matou 16 pessoas neste ano.

Até agora, 1.520 casos de síndrome respiratória aguda grave – geralmente causados pelos vírus influenza – foram notificados, enquanto os vírus da dengue contaminaram 57.951 pessoas.

No início do inverno, Santa Casa ficou lotada por conta dos casos de gripe (Foto: Guilherme Henri/Arquivo)No início do inverno, Santa Casa ficou lotada por conta dos casos de gripe (Foto: Guilherme Henri/Arquivo)

Mais letal – Apesar da quantidade de registros de dengue ter sido o maior desde 2013 – quando 102.026 pessoas tiveram a patologia transmitida pelo Aedes aegypti –, a gripe é considerada a “doença da vez” pelo grau de letalidade.

O número de mortes de pacientes com algum dos vírus influenza – A ou B – foi quase seis vezes maior que os registros de óbitos causados pelos vírus da dengue.

Em entrevista dada em julho deste ano, o médico infectologista Rivaldo Venâncio Costa explicou que o fato do vírus da gripe ter começado a circular mais cedo neste ano contribuiu para que a doença fosse mais letal. Em março, casos e mortes já começaram a ser registradas, enquanto que, em geral, as notificações começam a ser feitas em maio. Ninguém havia se vacinado ainda.

O médico ressaltou ainda que o número de casos de gripe registrados pela SES não pode ser tomado como base, uma vez que muitos pacientes sequer chegam a ir até uma unidade de saúde. “A diferença é que a gripe não é uma doença de notificação compulsória, mas a dengue é. Pela forma de transmissão, a gripe atinge uma quantidade de pessoa infinitamente maior que a dengue. Por baixo, no Estado, umas 200 mil pessoas já devem ter tido gripe neste ano”, concluiu.

Nesta época do ano, é caem os registros de dengue, porque como chove menos, há menos reservatórios de água para o mosquito transmissor da doença se reproduzir. Já problemas respiratórios são mais comuns por conta do tempo seco. 



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