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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

12/03/2010 17:03

Em reconstituição, rapaz sustenta que tiro foi acidental

Redação

Acusado de assassinar a jovem Natália Wenz Ajala, de 22 anos, Estefferson Roy Souza da Silva, de 21 anos, diz à Polícia que tudo aconteceu de forma acidental. Na reconstituição desta tarde, no bairro Silvia Regina, o rapaz garantiu que não tinha intenção de matar.

Para o delegado Natanael Costa, responsável pelo caso, ele disse que tentava conquistar a jovem, mas o romance era rejeitado por Natália.

Ele disse que passou na casa da garota para pegá-la, para passarem a tarde juntos. Estefferson conta que começou a beber cedo naquele dia, às 14h.

Na versão dele, o revólver 38 foi levado até o bar Preto Buda, onde o crime ocorreu, com o objetivo de "brincar". Estefferson disse que chegou a retirar 2 munições da arma e deixar 4, para entregá-la à garota. "Falei para ela atirar em mim". O rapaz sustenta que ao disparar contra a jovem, pensava que a bala não estava "encaixada no revólver".

Era como um jogo de roleta russa, voltou a afirmar Estefferson, nos fundos do bar, em uma roda onde estavam 3 pessoas: Natália, Estefferson e a esposa do dono do bar, principal testemunha até o momento.

A mulher, identificada como Edna, estava ao lado da menina e confirma a versão de roleta russa. Ela disse que tudo era uma "brincadeira" e inocenta o marido de qualquer envolvimento, dizendo que ele estava atendendo na parte da frente do prédio, quando tudo ocorreu.

Segundo Edna, Estefferson deixou as duas nos fundos, foi até o bar e pegou o revólver do amigo Ricardo Emanuel Machado da Costa Aragão, o "Ricardinho, de 20 anos. Ao voltar para o lugar onde as duas esperavam, ele teria retirado as 2 balas pelo caminho, para evitar que alguém fosse baleado, afirma o rapaz.

Como a jovem recusou apertar o gatilho, Estefferson disse "então atiro eu" e disparou.

Depois de atingir Natália na cabeça (testa), a menina caiu. "Pensei que era brincadeira", garante o autor.

Estefferson diz que chamou então Ricardo e os dois rapazes decidiram arrastar o corpo até um matagal nos fundos do bar.

Eles dizem que só retornaram por volta da 1 hora da madrugada de domingo para esconder a garota em outro local.

Segundo Estefferson, a jovem foi levada por ele no colo, enquanto Ricardo pilotava a moto vermelha, de placas HTH 9940, também utilizada durante a reconstituição.

Escondido - Eles seguiram por mais 3 quilômetros, até a Vila Popular, na estrada que dá acesso a pedreira da região. Estefferson diz que em uma área, no meio do mato, jogou Natália, de bruços. "Não arrumei nada, coloquei ela aqui e deixei". A garota só foi encontrada ontem, no fim da tarde, após cinco dias de aflição da família pelo desaparecimento.

"Vou entregar nas mãos de Deus e que a justiça seja feita", disse Estefferson ao fim da reconstituição.'

Preto Buda - O dono do bar e a esposa podem ser indiciados por favorecimento pessoal, mas por enquanto são considerados apenas testemunhas. O delegado ainda aguarda laudos para decidir o destino dos dois.

O bar onde os acusados e a vítima estavam fica na rua Japecanga, esquina com a Japoticatubas, na vila Silvia Regina. O dono do bar, Jéferson Alan Lopes, 35 anos, conhecido como "Preto Buda", alugava o prédio desde novembro do ano passado.

Na terça-feira, procurou o proprietário dizendo que iria desocupar o local, porque a mulher havia ganho uma casa da Emha no Jardim Noroeste e ele iria mudar para Bandeirantes, para trabalhar como pedreiro.

Na quarta-feira de manhã, "Preto Buda" mudou e não deixou a chave para o proprietário, Isaías Barreto, 45 anos, que teve de chamar um chaveiro para abrir o local. Barreto ficou sabendo do crime hoje pela manhã, quando a polícia chegou ao local e ficou surpreso.

Pistas - A reconstituição, marcada para às 15h, começou depois das 16h. No bar, os peritos coletaram material, como sangue, ainda espalhado no terreno ao lado do comércio, porque Natália foi arrastada.

Um ponto de contradição foi o local onde ficou o corpo, ainda no bar. Os envolvidos dizem que esconderam em um matagal ao lado, mas marcas de sangue mostram que a vítima foi arrastada para os fundos, no quintal do prédio.

Também não ficou claro o tempo real entre o assassinato e o momento em que Natália foi retirada do bar para ser levada à Vila Popular.

Ricardo não falou nada durante a reconstituição desta tarde, ele é ex-soldado do Exército e contou ontem á Polícia que um dia antes da morte foi expulso da corporação por má conduta, apesar de não detalhar o caso. A arma era dele, apesar de Ricardo não ter porte. A moto é do irmão do ex-soldado.

Os dois rapazes devem ser indiciados por homícidio e ocultação de cadáver.

O crime chocou a vizinhança, porém ninguém quer comentar a respeito. No local sempre havia muita "bagunça e som alto", principalmente durante o final de semana, contam. O barulho teria impedido que algum vizinho percebesse o tiro que matou Natália.

Uma vizinha, que não quis se identificar, contou que trabalhava junto com Natália em uma fábrica de costura e que Estefferson também teria trabalhado no local, porém foi demitido, "eles devem ter se conhecido lá", explicou.

Nesta semana a mãe de Natália foi até a fábrica para saber de notícias da filha, "Ela foi lá à fábrica, chorando muito, mas ninguém sabia do paradeiro dela", lamentou.

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