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Campo Grande, Quinta-feira, 26 de Abril de 2018

05/10/2017 19:53

Entre assassinatos e suicídios, MS teve 48 mortes de índios em 2016

Nyelder Rodrigues
Lançamento do relatório Violência Contra os Povos Indígenas, em Brasília (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)Lançamento do relatório Violência Contra os Povos Indígenas, em Brasília (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Conforme relatório lançado nesta quinta-feira (5) pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário), 48 indígenas morreram em Mato Grosso do Sul durante o ano passado, sejam assassinados ou ao cometerem suicídio. Em todo o país, foram 118 homicídios e 106 suicídios de índios.

Mato Grosso do Sul teve 18 assassinatos e 30 suicídios, sendo o segundo estado mais violento para indígenas, segundo os dados do documento. Em primeiro no número de homicídios ficou Roraima, que somou 44 vítimas. Em terceiro e quarto, respectivamente, aparecem Ceará e Maranhão, com 11 e sete casos.

Os números do Cimi foram compilados a partir de informações repassadas pelos Dsei (Distrito Sanitário Especial Indígena) responsáveis pela saúde indígena em suas respectivas regiões.

Mortalidade infantil - Além disso, nesse período, 735 crianças indígenas menores de 5 anos morreram por causas diversas, como em decorrência da desnutrição infantil. No Estado, foram 30 mortes desse tipo em 2016.

Os dados foram conseguidos a partir de solicitações feitas a partir do Lei de Acesso à Informação, mas o Cimi afirma que grande parte deles não permitem uma análise mais aprofundada dos casos, visto que não apresentam informações detalhadas das ocorrências, como faixa etária, localidade e povo.

Violência contínua - As mortes em 2016 no Brasil mostram a continuidade das agressões aos povos tradicionais. Em 2015, foram 137 assassinatos. Em 2014, 138. Em 2013, quando foram contabilizados apenas os casos informados por integrantes do Cimi e registrados pela imprensa, sem dados oficiais, foram 53.

"A gente tem observado, e os dados demonstram, um crescimento de todas as formas de violência contra os povos indígenas e seus direitos", disse Cleber Buzatto, secretário-executivo do conselho indigenista.

Entre os casos lembrados, está o chamado de "massacre de Caarapó", ocorrido em junho de 2016 no município sul-mato-grossense de mesmo nome, e que resultou em vários feridos, além da morte do indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza. Cinco fazendeiros são réus pelo crime e estão presos.



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