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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

12/03/2010 08:54

Equipes começam a investigar acidente

Redação

Deve sair em 30 laudo da investigação do Exército sobre o acidente com um helicóptero, que matou quatro militares, segundo foi informado hoje, durante a homenagem póstuma às vítimas pelo CMO (Comando Militar do Oeste).

As honras fúnebres foram prestadas na sede do Bavex, Batalhão de Aviação do Exército, que está em fase de implantação, e foi marcada pela comoção e tristeza entre os militares e os familiares dos quatro mortos no acidente, ocorrido quarta-feira à noite, na região da Nhecolândia, no Pantanal.

Uma equipe de militares vindos de Taubaté (SP) e de Brasília está no local do acidente, para fazer as apurações, como parte do IPM (Inquérito Policial Militar) aberto para investigar as causas da queda do helicóptero. A aeronave caiu logo após levantar voo, durante atividade de adestramento dos militares.

O acidente aconteceu às 21h50 na fazenda São Paulino, em Corumbá, cedida para o treinamento e escolhida por ser a única com pista homologada pela Anac (Agência Nacional de Aviação) para voos noturnos.

Despedida - Na homenagem desta manhã, os quatro caixões com os corpos dos militares estavam presentes, cobertos com bandeira do Brasil. Ao lado deles, uma fotografia de cada um. Próximo do local, dois helictópteros do mesmo tipo do que caiu, que são usados há 16 anos pelo Exército.

Um padre e um pastor participaram da homenagem. Em sua fala, o comandante militar do oeste, general Renato Joaquim Ferrarezi, confortou as famílias. "A morte, ainda que inexorável, é difícil de ser aceita", declarou, afirmando que na profissão de militar os riscos enfrentados são maiores. O general disse que a tropa, fica a memória "competência, amizade, companheirismo" das vítimas do acidente.

Entre os outros militares presentes, consternação e silêncio. Entre os familiares, emoção e tristeza. O momento mais comovente foi quando houve o toque de clarim, seguida da retirada dos caixões.

Casada há 3 anos com o cabo Rodrigo da Silva Correa, uma das vítimas, Aline Paes da Silva Domingo contou que os dois tinham planos este ano de oficializar a união.

Ela contou que a última vez que falou com o marido foi na segunda-feira. Durante a cerimônia, chorou bastante, e ao final declarou que o cabo morreu fazendo o que mais gostava: "Participar do Exército". Ele estava no Exército desde os 18 anos.

Rodrigo era o cozinheiro da tropa e teria conseguido autorização para voar, dada normalmente a uma pessoa além dos tripulantes do helicóptero. O major Major Paulo Oliveira, comandante do destacamento onde estava sendo feito o adestramento, disse acreditar que era o primeiro voo de Rodrigo. O corpo do militar será sepultado hoje, no cemitério Jardim da Paz, em Campo Grande.

Os corpos dos outros três mortos no acidente, que são de fora de Mato Grosso do Sul, serão levados em aeronaves das FAB (Força Aérea Brasileira), para as cidades de origem.

O corpo do capitão André Luiz Almeida dos Santos será levado para Itajubá (MG), o do capitão Vinícius Viglioni Salgado vai para de juiz de Fora (MG). O quarto militar a bordo do helicóptero, o sargento Renan Moreira Orizo, era de Caraguatatuba (SP), para onde o corpo vai ser levado.

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