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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

07/04/2010 14:35

Estacionar em calçada causa 60% das multas nos bairros

Redação

A cada dez multas emitidas pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) nos bairros da periferia de Campo Grande, seis são contra motoristas que estacionam nas calçadas impedindo a passagem de pedestres.

A informação é do chefe do serviço de fiscalização da Agetran, Carlos Gomes Guarini, e foi constatada durante trabalho de fiscalização pelos bairros da Capital que teve início no dia 1° de março e foi incluído como rotina permanente dos agentes de trânsito.

A primeira semana foi de conscientização dos motoristas, que não estavam acostumados a ver agentes nos bairros. A partir do dia 8, começaram as autuações, explica Guarini. O balanço do primeiro mês deverá ser divulgado ainda nesta quinzena.

O estacionamento em calçadas foi o campeão das infrações. Apesar de ainda não disponibilizar números de quantos motoristas foram multados, a Agetran adiantou a estatística de 60% dos casos.

A infração é grave, acarreta cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e custa R$ 127,69.

A principal desculpa dada pelos infratores aos agentes é que a calçada é larga e que o veículo estava na frente de seu imóvel. "As pessoas acham que podem deixar na própria calçada", explica.

Entretanto, a prática é proibida pelo Código de Trânsito e representa obstrução à passagem de pedestres. Independente da largura da calçada, ela não pode ser ocupada por veículos, alerta a Agetran.

De acordo com o Código, esse espaço é reservado apenas para entrada e saída de veículos, sendo proibida a sua permanência.

Comercial - Apesar do alto índice de autuações nos bairros, Guarini afirma que estacionar em calçada não é prática exclusiva nesses locais. Na avenida Ceará, por exemplo, há estabelecimentos comerciais que usam uma "artimanha" na hora de construir os imóveis.

De acordo com a Agência, há locais em que o recuo das vagas de estacionamento ocupa apenas uma parte do prédio, suficiente para caber a frente do veículo, e o restante da "vaga" invade a calçada. O tamanho da vaga padrão é de 2,5m x 5m.

Apesar dos comerciantes pintarem o chão como se fosse estacionamento, motoristas que deixam seus veículos nesses locais podem ser multados, segundo a Agetran.

Contudo, quando a vaga é feita dentro dos limites do imóvel e não na calçada não há nenhum problema.

Outra prática comum nos estabelecimentos comerciais e proibida pela legislação de trânsito é rebaixar toda a calçada para transformá-la em estacionamento.

Para tirar as dúvidas sobre como fazer as vagas em frente a um imóvel, o proprietário deve entrar em contato com a Semadur e solicitar também visita de funcionários do setor de engenharia da Agetran.

Intensificado - A segunda prática irregular mais comum constatada pela Agetran nos bairros foi a de motoristas que dirigem falando ao celular. Apesar de ocupar o segundo lugar no ranking das infrações em bairros, o chefe de fiscalização da Agetran explica que se analisado proporcionalmente, a prática na periferia é tão comum quanto no centro.

A diferença é que as pessoas não estavam acostumadas a ver os ex-amarelinhos pela periferia, situação que deve mudar, adianta Guarini. Ele explica que as rondas pelos bairros serão intensificadas em junho, quando 20 novos agentes irão assumir os cargos.

Com o incremento, a Agetran terá 61 agentes à disposição em rotas de fiscalização que incluirão permanentemente os bairros. A previsão é que as 36 rotas existentes sejam ampliadas.

O trabalho na periferia havia iniciado com apenas 26 trajetos de fiscalização. Cada um deles abrange vários bairros.

A rota 6, por exemplo, inclui o trecho que sai da avenida das Bandeiras, passa pelo bairro Parati, rua da Divisão, avenida Doutor Gunter Hans, Marechal Deodoro, avenida Marinha, no bairro Coophavilla, Souto Maior, Panambiverá, Doutor Gunter Hans novamente e termina na avenida Bandeirantes.

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