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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

10/10/2014 16:25

Estado tem um deficit de seis mil policiais militares, estima entidade

Edivaldo Bitencourt
Promotora participa de reunião com diretores da Associação dos Cabos e Soldados (Foto: Divulgação)Promotora participa de reunião com diretores da Associação dos Cabos e Soldados (Foto: Divulgação)

Mato Grosso do Sul tem um deficit de seis mil policiais militares, conforme estimativa da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros), divulgada nesta sexta-feira (10). O efetivo ideal seria 10.479 militares, mas o efetivo é de 4.445 policiais.

O raio-x do efetivo da PM em cada um dos 79 municípios sul-mato-grossenses foi apresentado em reunião, na manhã de hoje, pelo presidente da ACS, Edmar Soares da Silva. A promotora de Justiça Cristiane Amaral Cavalcante recebeu o relatório.

“Pelo que observo, o efetivo é o tendão de Aquiles mesmo. Um único concurso, por exemplo, aparentemente não resolve o problema”, afirmou a promotora, durante o encontro com os dirigentes da entidade.

Conforme a ACS, a ONU (Organização das Nações Unidas), o ideal é um policial para cada 250 habitantes. No entanto, o Estado conta com um policial militar para cada grupo de 589 moradores.

“Apesar do excelente trabalho que a nossa PM desenvolve, a falta de efetivo e equipamentos reflete não somente a insegurança da população, mas a insatisfação da tropa. Enquanto a população fica presa em casa, com o bandido na rua, a falta de efetivo, melhores condições de trabalho e salários desmotiva o nosso policial. É um ciclo”, criticou Silva.

Menor - O comandante geral da PM, coronel Valter Godoy, contestou os dados da entidade. Ele disse que o déficit é de 3,9 mil militares. "O número atual não é o ideal, mas vem dando conta do recado", destacou. 

O coronel frisou que o Governo convocou 550 aprovados no concurso público e chamará mais 290 até o fim deste ano. Na fase do estágio, os futuros soldados já devem reforçar o efetivo da PM em ações de policiamento ostensivo e operações especiais.

Com a inclusão dos cerca de 800 novos policiais, segundo o comandante, o serviço prestado à população da Capital e do interior vai melhorar significativamente. 



Faltou constar na matéria o déficit por causa dos desvios de funções. Vejam só: hoje existe vários PMs fazendo a função de educadores (PROERD, BOM DE ESCOLA BOM DE BOLA e tantos outros), quem não se lembra da matéria do Soldado chorando ao falar que estava realizado ao dar aulas de defesa pessoal para crianças das comunidades. Faça-me um favor Coronel, Polícia Militar tem que se ocupar em policiar as ruas e não ocupar vagas de professores e outros educadores ou então, vai aqui uma sugestão, transfira esses “professores fardados” que não querem trabalhar na atividade fim para a Secretaria da Educação. Quero ver se não param com essa bengala de serem professores ao invés de PMs.
 
Sato em 10/10/2014 17:51:12
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